LUTA

Prefeitos agem para Itaú ficar em Poá

 

Em reunião com o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, o presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) e prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, e o prefeito de Poá, Gian Lopes, alertaram para o impacto negativo que toda a Região sofrerá com a transferência da Unidade Empresarial do Banco Itaú para a Capital e pediram o apoio do Governo para a permanência da instituição financeira em Poá.

Além do impacto direto em Poá, que perderá R$ 140 milhões de receita – o que equivale a 40% do orçamento anual -, o presidente do Condemat expôs ao secretário estadual a preocupação com o reflexo disso nas outras cidades da Região.

“A saída do Itaú de Poá vai reduzir muito o orçamento municipal e, consequentemente, isso vai gerar uma pressão pelos serviços das cidades vizinhas”, ressaltou Ashiuchi. “Portanto, não é só Poá que será prejudicada.  A Região toda vai perder e temos que nos unir para evitar que isso aconteça”, acrescentou Ashiuchi.

A Unidade Empresarial do Banco Itaú está em operação em Poá desde março de 1992. Agora, a direção da instituição prepara a transferência para a Capital.  Com essa medida, Poá deixará de arrecadar ISS (Imposto sobre Serviços) das operações financeiras contabilizadas pelo Itaú e sua receita vai cair.

“O secretário Vinholi se mostrou sensível à nossa preocupação sobre o impacto regional que essa transferência do Itaú causará e vai chamar todos os envolvidos para novas reuniões. Levamos o mesmo assunto ao conhecimento do governador João Doria e esperamos conseguir reverter isso”, concluíram os prefeitos.

A disputa pelo registro do Itaú é forte: há uma comissão de vereadores, na Câmara Municipal de São Paulo, exigindo a mudança, que irá penalizar Poá, e carrear a geração de impostos para a capital.