REUNIÃO

Semae descarta o uso de substância complexante para tratar água

RESPOSTA Diretores do Semae respondem sobre dúvidas levantadas pelo vereador Caio Cunha. (Foto: divulgação)

A Comissão de Obras, Meio Ambiente, Habitação, Urbanismo e o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) da Câmara Municipal recebeu o diretor-geral e técnicos do Semae na manhã de ontem para esclarecer alguns pontos que foram questionados pelo vereador Caio Cunha (PV), entre eles, a utilização do produto denominado complexante usado para tirar a cor do manganês da água, o que foi descartado pela autarquia.

O parlamentar comentou que recebe muita reclamação e correm boatos sobre a qualidade da água na cidade, e que, como vereador, o papel dele é o de questionar o órgão competente, até para saber a veracidade das informações sobre o tratamento da água da cidade. No início do ano, contou, moradores da Avenida Nove de Julho e de Varinhas reclamaram da qualidade da água.

“Eu passei a fazer uma série de requerimentos e ofícios porque sempre a resposta era muito superficial, ou um gráfico que não explicava muita coisa, ou que você precisava ser um químico para entender, ou que vinha faltando alguma coisa. Mediante a isso, no mínimo, se a água estava ok, houve um desrespeito à lei de acesso à informação, porque não foram fornecidos todos os dados que a gente pediu, e isso começou a nos preocupar”, disse.

Uma das dúvidas era saber se o Semae utiliza o complexante no tratamento da água. Essa substância ajuda a deixar a água clara, mas não retira o ferro e manganês da composição do produto. Segundo Cunha, a Prefeitura respondeu, à época, que utilizava outras substâncias, mas não descartou o uso do complexante.

A engenheira química e diretora do Departamento de Operações do Sistema de Água do Semae, Milena Forte, explicou que quando há problema com o manganês, o procedimento do Semae é de diminuir a vazão da água.

“Mas, para manter o fornecimento normal da cidade, a gente abre para a Sabesp fornecer neste período. Em 2014 e 2015, o Semae contratou um estudo sobre o complexante e viu que não é ideal o uso dele”, destacou. O produto, segundo o Semae, nunca teria sido usado.

O outro ponto que gerou dúvida no vereador foi que, segundo ele, na época dos problemas, solicitou ao Semae o estudo da qualidade da água nesses pontos em que os moradores receberam água turva, mas ele recebeu a análise apenas da Estação de Tratamento, localizada na sede do Semae.

O técnico químico do laboratório da Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro, Ivan Santos de Jesus, reconheceu que pode ter havido um erro na hora de o vereador de formular a pergunta ou de interpretação por parte do Semae, que imaginou que essa seria uma informação desnecessária.

Depois disso, o vereador “provocou” a comissão a fazer uma averiguação. “Eles apresentaram dados e explicações do que a gente pediu, reconheceram a falha de não passar a informação, mas de tudo fica o ensinamento, principalmente para eles, que um requerimento não pode ser respondido de qualquer maneira”.

O diretor do Semae, Glauco Luiz Silva, afirmou que a reunião foi produtiva, porque o objetivo do órgão é tranquilizar a população sobre a qualidade da água. “Os nossos procedimentos são atendidos pelo Ministério da Saúde. A gente peca pelo excesso porque, na verdade, a gente faz mais análises do que a legislação preconiza. As dúvidas do vereador foram sanadas, e também sobre os requerimentos que ele faz, a gente se colocou à disposição para recebê-lo quando quiser”, destacou.

Já o vereador Mauro Araujo (MDB) cobrou mais divulgação, por parte do Semae.


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