ECONOMIA

Comércio mogiano aposta em melhora só em 2024

A expectativa atual é de que serão necessários mais cinco anos para o comércio retomar o volume de vendas antes da crise, em 2014. (Foto: arquivo)

Entre os 100 maiores potenciais de consumo do Estado de São Paulo, Mogi das Cruzes tem no comércio um dos principais pilares da economia municipal. São mais de 9 mil estabelecimentos ativos e aproximadamente 21 mil trabalhadores – o setor é o segundo que mais emprega, sendo responsável por 22% da massa de trabalhadores com carteira assinada na cidade. Os dados foram destacados pela Associação Comercial de Mogi das Cruzes, em uma avaliação sobre as dificuldades do setor que comemorou o empenho dos lojistas em mais um Dia do Comerciante (dia 16).

A expectativa atual, baseada nas projeções que levam em consideração o desempenho abaixo do esperado da economia, é de que serão necessários mais cinco anos para o comércio retomar o volume de vendas que se tinha em 2014, antes da crise. Ou seja, dias melhores só entre 2024 e 2025 se mantido o crescimento anual na casa de 1%.

“Os comerciantes merecem nossas homenagens por manter a loja funcionando diante de uma crise longa como essa, e dependendo unicamente do mercado interno, não é uma tarefa fácil. Todos sabiam que a recuperação da economia seria difícil, mas existia uma expectativa de retomada neste ano, o que não está se concretizando. O crescimento do varejo esperado para 2020 é de 1,1%, ou seja, muito aquém do esperado e necessário”, avalia o presidente da ACMC, Marco Zatsuga.

O dirigente ressalta que o avanço na recuperação da economia depende da redução dos juros, a Reforma da Previdência, e da liberação de recursos do PIS e FGTS para estimular o consumo.

“Enquanto espera, o comerciante tem lançado mão de estratégias diversas para diminuir os efeitos da retração de consumo. Além da redução de custos, tem apostado em promoções e nas datas comemorativas. A ACMC tem uma série de serviços para auxiliar os lojistas e fomentar os negócios”, ressalta Zatsuga.

Em Mogi, os efeitos da crise são minimizados por iniciativas do Poder Público. Ele cita, por exemplo, a recém-inaugurada Avenida das Orquídeas, entre Braz Cubas e Jundiapeba que, a curto e médio prazo, atrairá empreendimentos comerciais e residenciais.