500 mil em 2025

Mantendo-se o índice (1,58%) de crescimento demográfico, registrado no último ano, Mogi das Cruzes, que hoje tem 433.901 habitantes, atingirá a marca de 500 mil em 2025. E o que a Cidade tem feito, visando preparar-se para essa realidade? Calma! Há problemas sim, e urgentes, a serem enfrentados. Mas há movimentações, em curso, que desenham um futuro promissor.

Os problemas dizem respeito, sobretudo, a setores específicos. Não existe caos no presente, tampouco o vislumbramos no futuro. Na área de energia elétrica, a Subestação de Tijuco Preto, operada por Furnas Centrais Elétricas S.A., em Quatinga, recebe energia de Itaipu e a entrega às distribuidoras, operando o maior transformador monofásico do Brasil. O sistema de distribuição de água e coleta de esgotos, tocado pelo Semae, autarquia municipal, tem planos prontos para atender à demanda. E, quiçá carências de momento, tem dado conta do recado: Mogi coleta, hoje, 96% do esgoto e trata 71% (em 2000, tratava apenas 5%). Em água, atende a 98% dos domicílios existentes no município de 713 km2, exceto a Capital, o maior na região metropolitana.

Onde estão os problemas, então? Nos serviços! Quando idealizada, a partir do Gegran (Grupo Executivo da Grande São Paulo), no período de 1967 a 1975, a Região Metropolitana desenhava um futuro sem erros, dentro do qual os serviços seriam compartilhados harmonicamente. Destinação do lixo e cuidados com a saúde eram apenas dois deles, para nos fixarmos em temas do momento.

O que aconteceu com a questão do lixo? Jamais foi tratada como problema metropolitano, principalmente depois do afastamento (1981) do sanitarista Walter Engracia de Oliveira, diretor e professor emérito da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. O lixo de Mogi viaja 88 quilômetros até o descarte em Jambeiro, no Vale do Paraíba. Como será em 2025? Na área da saúde pública, Mogi das Cruzes avançou. Com centrais de atendimento e postos de saúde, também o Hospital Municipal. Tudo funcionaria melhor ainda, se os municípios vizinhos tivessem feito sua lição de casa; se o governo do Estado tivesse cumprido a sua parte. Do governo estadual, a última empreitada, por aqui, foi a desapropriação (pertencia à Universidade de Mogi das Cruzes) do Hospital Luzia de Pinho Melo, no início da década de 1990. Antes disso, nos anos de 1980, deu destinação ao conjunto do antigo Sanatório de Santo Ângelo, hoje Hospital Arnado Pezzuti Cavalcanti. Quanto aos municípios vizinhos, por eles respondem as centenas de seus habitantes que, diariamente, buscam atendimento nas unidades de saúde de Mogi.