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5ª Semana do Hip Hop de Mogi oferece atividades diárias e gratuitas até domingo

MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS Sempre na Casa do Hip Hop, a programação inclui apresentações de dança, batalhas de rima, grafite e um debate sobre o futuro da cena artística em Mogi das Cruzes. (Foto: divulgação)

Com apresentações de dança, batalhas de rima, grafite e um debate sobre o futuro da cena artística em Mogi das Cruzes, a 5ª Semana do Hip Hop segue até domingo com atividades diárias na sede do movimento, no Centro. Toda a programação é gratuita e tem o objetivo de unir e fomentar as manifestações da cultura de rua.

Na verdade, a agenda teve início ontem, a partir de uma batalha de rimas na área central da cidade, e somente hoje o palco passa a ser a Casa do Hip Hop, que recebe, a partir das 14 horas, grupos de freestep e break dance, além de DJs e convidados especiais (veja quadro nesta página).

Mais do que reafirmar as tradições da periferia, a data é uma comemoração ao surgimento do movimento nos Estados Unidos, em 1973. É o que conta Clayton Gomes, 38, mais conhecido como MC Acme, um dos fundadores do Arena MC, coletivo que vai se apresentar na sexta-feira.

“A Zulu Nation foi fundada por Afrika Bambaataa em novembro daquele ano. Por isso se comemora o Dia do Hip Hop nessa data e em consequência disso essa semana é muito importante para a cultura como um todo, e acontece em várias cidades”, afirma ele, ao opinar sobre Mogi ainda estar “atrasada perto de outros municípios, como Bauru, que tem uma das maiores programações da América Latina”.

Professor de danças urbanas na sede, Marcio Pial explica o que acontece no cenário mogiano: “Falta união”. “O hip hop tem espaço hoje, mas está bem mais fraco do que em anos anteriores. Isso porque os quatro elementos (rap, DJ, break dance e grafite) estão ficando cada vez mais separados”.

É por isso que a programação do evento contempla todos os elementos no mesmo ambiente, e faz questão de reforçar talentos regionais e nacionais. Sobre este último tema, Pial diz que os jovens “só querem ouvir o pop internacional”, deixando a música nacional de lado.

Estas e outras questões não são sentidas somente por ele, mas por toda a comunidade. Exemplo disso é o fórum ‘O Futuro da Cena Hip Hop de Mogi das Cruzes’, que será realizado a partir das 19 horas de sábado, com a participação do professor e outros representantes da cena.

“Queremos trazer o público para perto, e inclusive convidamos pessoas que não conhecem essa arte para participar também. Ter um espaço como esse é muito interessante, mas não podemos nos acomodar. Temos que pensar em fazer mais, assim como vários artistas locais, que se tornam conhecidos no exterior por meio da cultura de rua”, encerra Pial, que defende a “profissionalização dos artistas” e acredita em atividades como essa para atingir tal objetivo.

A Casa do Hip Hop de Mogi das Cruzes fica na Rua Coronel Cardoso de Siqueira, 48, no Centro. Outras informações sobre a programação estão disponíveis em facebook.com/casadohiphopmogi/ ou no telefone 4727-7110.


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