PREVENÇÃO

Estabelecimentos de Mogi já registram menor frequência de consumidores

CENÁRIO Movimentação era bastante reduzida ontem na rua Dr. Paulo Frontin, no centro de Mogi. (Foto: Elton Ishikawa)

Carrinhos cheios e prateleiras nem tão cheias assim. Esse era o cenário em um supermercado da região central de Mogi das Cruzes durante a tarde de ontem. Os espaços reservados para os papéis higiênicos eram os mais vazios, mas outros produtos de higiene pessoal também pareciam ser vendidos em grande quantidade. Muito disso em decorrência da pandemia do novo coronavírus e da recomendação de que as pessoas saiam o menos possível de casa.

“Sei que não é para se desesperar, mas confesso que estou fazendo uma compra maior do que o costume. Geralmente compro o suficiente para alguns dias, mas hoje já estou fazendo um bom estoque. Porém não estou comprando nada além, tenho certeza que nas próximas semanas tudo isso já acaba em casa. É só para não precisar que não devemos ficar saindo mesmo”, contou a dona de casa Andrea Cosmo.

Há alguns dias, mesmo que sem uma quarentena declarada no País, muitas pessoas começaram a adotar a mesma medida que a mogiana: compras maiores que a de costume. Os mercados, entretanto, não são os únicos estabelecimentos que estão sendo bastante procurados. As farmácias também viram o movimento aumentar com a procura por álcool em gel e máscaras cirúrgicas.

PREOCUPAÇÃO Funcionárias de loja na região central foram trabalhar com máscaras. (Foto: Elton Ishikawa)

Essa demanda gerou um problema: estabelecimentos aumentando demasiadamente os preços dos produtos. Por isso, ontem, fiscais do Procon de Mogi foram às ruas promover uma fiscalização. O órgão é comandado pelo advogado Fernando Muniz, que contou à reportagem que as caixas com 100 máscaras, que eram vendidas entre R$ 25,00 e R$ 50,00 chegavam a R$ 200,00.

“Desde a semana passada estamos recebendo reclamações por parte do consumidor e, então, fizemos essa primeira ação na rua. Agora, nós solicitamos as notas fiscais dos produtos aos comerciantes, para ver se houve aumento por parte dos consumidores ou se são eles que estão aumentando o preço em meio ao caos. Mas posso adiantar que em algumas situações já está claro que o comerciante está tentando se beneficiar”, explicou Muniz.

A prática é ilegal baseada no artigo 39 inciso X do Código de Defesa do Consumidor. Ainda segundo o diretor, é passível de multa de acordo com o porte e o segmento exercido pelo estabelecimento em questão.


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