TRÂNSITO

Caminhão derruba fios no centro de Mogi das Cruzes

LOCAL Serviço foi restabelecido no poste da Coronel Souza Franco no início da tarde de ontem. (Foto/ Eisner Soares)

Um caminhão assustou comerciantes e lojistas da Rua Coronel Souza Franco ao passar pela via em alta velocidade, por volta das 9 horas de ontem, arrancando fios de internet de um poste, na altura do número 400. O serviço foi reestabelecido até o início da tarde, porém quem trabalha por ali relata que este é um problema constante.

“Sempre passam caminhões que mexem e balançam os postes de concreto. Se um carro estiver mal estacionado na rua, os veículos grandes vão se jogar mais para direita, e aí pegam os postes, que têm até marcas dessas situações”, conta a gerente de uma loja de móveis e decoração, Wanderly Rodrigues, 60, que diz que estes problemas acontecem “quase que diariamente”, normalmente fornecedores que vão entregar alimentos no Mercadão.

Trabalhando num restaurante próximo, Maria Aparecida Fusco, 52, confirma que a internet apresentou falhas durante a manhã, mas também aponta este como não sendo o único problema. “O dilema aqui na rua é o estacionamento. As pessoas acham que não houver carros parados, o movimento vai ficar ruim, mas quando eles estão lá acontecem coisas assim”.

A sugestão de ambas as comerciantes é que houvesse regulamentação sobre o tamanho dos caminhões que acessam a área central da cidade. Mas, segundo o secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, isso já acontece. “Ali só podem passar aqueles caminhões menores, de pequeno porte, denominados VUC (Veículos Urbanos de Carga)”.

Quando abordado pela reportagem de O Diário, José Luiz desconhecia o caso da manhã desta segunda-feira, mas prometeu “levar isso para conhecimento” da pasta. “Acho que deve ter sido alguém perdido, mas vamos verificar. Se for o caso vou fazer uma fiscalização intensa e fazer uma sinalização mais específica, porque as vezes o pessoal não obedece as placas”, disse ele.

Ao contrário do que dizem os lojistas, o secretário acredita que tal situação seja “esporádica”. E sobre a possível eliminação de mais vagas de estacionamento na área central, a fim de aumentar o espaço das vias e reduzir a incidência de batidas, ele defende que “não há necessidade, pois depois do Mercadão é permitido estacionar, mas a pista se alarga”.