SAÚDE

Vigilância Epidemiológica de Mogi confirma suspeita de sarampo

CHAMADO Médico alerta que as pessoas de 15 a 29 anos devem tomar a vacina contra o sarampo. (Foto: arquivo)

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes foi notificada de um caso positivo de sarampo em Guarulhos, mas a paciente é estudante universitária da cidade. A comunicação ocorre para que a cidade informe à universidade sobre a imunização de funcionários e alunos, que foram orientados a procurarem uma unidade de saúde para tomar a vacina.

Além deste caso, a cidade apurava ainda outra possibilidade de sarampo, que já foi descartado. O paciente é uma criança de 8 anos que teve alta médica há uma semana e o resultado do exame chegou nesta quarta-feira, dia 10, e foi negativo.

A Secretaria Municipal de Saúde lembra que a imunização pode ser feita em qualquer Posto de Saúde. A vacina tríplice viral está prevista no Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. É aplicada aos 12 meses de idade e oferece imunização contra sarampo, rubéola e caxumba. O reforço da dose precisa ser feito aos 15 meses.

Pessoas com idade entre 15 e 29 anos estão no grupo prioritário para imunização por estarem na faixa etária considerada mais vulnerável à infecção, situação causada pela baixa procura da segunda dose ao longo dos anos.

Quem tem menos de 29 anos deve ter duas doses registradas em sua caderneta. A partir dessa faixa etária, deverá ter pelo menos uma dose. A vacina de prevenção ao sarampo é contraindicada para gestantes e imunodeprimidos, como pessoas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos. Em caso de dúvida, procure uma unidade de saúde de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

Diagnóstico

Os sintomas iniciais do sarampo se confundem com os da gripe. Segundo o médico infectologista Jean Carlo Gorinchteyn, “no primeiro e segundo dia da doença, o paciente apresenta febra alta, nariz entupido e tosse seca. A partir do segundo dia, surgem as manchas e uma vermelhidão nos olhos. Então, com estes sintomas respiratórios e este quadro cutâneo se faz o diagnóstico”, explicou.

A preocupação, explica o médico, está no vírus, já que antes de inciar os sintomas, o indivíduo já é transmissor. Existe uma estatística de que para cada uma pessoa contagiada, ela transmite para mais 22 pessoas. “O contágio é interpessoal, gotículas de saliva, tosse e espiro. Hoje passamos a ter a circulação do vírus no país. Até 2016, nós tínhamos erradicado a doença, ou seja, eram casos importados. A partir do momento em que se encontraram pessoas sem a imunização, o vírus se espalha”, explica.

O médico explica ainda que hoje o público-alvo da vacinação são as pessoas de 15 a 29 anos, porque são as mais vulneráveis. Uma pesquisa mostrou que apenas 2% da população nesta faixa etária estão imunizados. A vacina deve ser ministrada da seguinte forma: até 29 anos, a pessoa deve ter tomada as duas doses, senão, precisar ser imunizada. Acima de 29 anos, quem nunca foi vacinado, recebe outra dose. “A pessoa que recebeu só uma dose está parcialmente protegida, só que isso não garante que ela não vai contagiar os demais, então precisa garantir a imunização dela e também dos demais”, destaca.