DETRITOS

A cada mês, 10 toneladas de lixo são produzidas em Mogi

(Foto/ arquivo)
Quantidade de lixo produzida varia com a época do ano. (Foto/ arquivo)

Mogi das Cruzes produz cerca de 10 toneladas de lixo por mês, um índice que varia de acordo com o comportamento de consumo das pessoas – de novembro a janeiro, por exemplo, esse número cresce por causa das festas de final de ano. Desse total, apenas 5% são reciclados. Ampliar a margem da reciclagem e atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que cobra dos municípios soluções próprias para o destino do lixo que não seja o deslocamento para aterros de outras cidades e regiões, são alguns desafios da limpeza pública.

Dirceu Lorena de Meira, secretário de Serviços Urbanos, cita como dificuldades a implantação de medidas mais simples, porém, complexas e caras para a administração públicas, como a ampliação da varrição, a limpeza do sistema de drenagem (bocas de lobo), a extensão dos postos de coleta do lixo que acaba nos lixões clandestinos (móveis, restos de construção, eletrodomésticos).

Hoje, por mês, os serviços pagos à CS Brasil pela Prefeitura estão na ordem de R$ 4,5 milhões. Pelo estudo da PPP, esse valor não muda, segundo o secretário. Porém, segundo defende, o projeto poderá ampliar e qualificar o que está sendo realizado, com proposituras como a modernização das estações de transbordo e separação do lixo – antes de seguir para os aterros de Jambeiro e de Guarulhos, os detritos mogianos passam por um processo de separação, na Volta Fria.

Uma das promessas do estudo é duplicar o percentual de reciclagem, saltando dos atuais 5% para 10% – o que ainda é pouquíssimo, mas atende à cultura de reciclagem (a maioria das pessoas não separa ou separa de maneira errada os materiais que podem ser reutilizados) e à própria capacidade da indústria de reaproveitamento comprar esses produtos.

Meira destaca outro ponto de interesse: a limpeza de bocas de lobo, com a transferência do que é feito hoje para a empresa que vencer a PPP. Um outro quesito com ganho real, segundo ele, seriam os índices de varrição com a ampliação da área que recebe o serviço atualmente.

Só no futuro

Tudo o que trata o projeto ainda é embrionário. Por exemplo, a recuperação da área da Volta Fria dependeria da aprovação dos licenciamentos ambientais, que teriam de ser feitos. E, como a Prefeitura já descartou o aterro sanitário, haverá um reordenamento de custos do serviço.