EDITORIAL

A decisão de cada um

Há seis semanas, estamos vivendo debaixo das asas da incerteza, do medo e da reclusão social para combater a pandemia da Covid-19. Para criança, velho e moço, pobre ou rico, ficar em casa foi muito difícil. Esse tempo, começa a mudar. Agora, as políticas de flexibilização das regras do isolamento social acenam com um pouco mais de liberdade, normalidade e outros obstáculos se impõem. A doença silenciosa em muitos casos não abre guarda para o descuido.

Não vamos entrar no mérito das mudanças colocadas em prática. E nem do descumprimento flagrante da quarentena em vigor no Estado – a principio, até o próximo dia 10 de maio – anotado tanto individual como coletivamente. Lojas abertas, grupos fazendo atividades físicas, etc.

Nosso dilema será minimizar os efeitos da convivência social, com ou sem o braço forte dos governos. Fiscalização? Seria ótimo. Problema é que nem mesmo com os recursos legais atuais, as irregularidades são combatidas. Basta uma volta pela região central e bairros para ver o funcionamento do que deveria estar fechado.

Será muito importante a decisão pessoal do cidadão em seguir o que pode significar o controle dos índices de casos da doença e das mortes, com o uso de máscaras, a manutenção da distância entre as pessoas dentro de lojas, nas feiras, nos espaços públicos.

Do poder público, mesmo diante de toda pressão, o que se espera é atenção aos avanços e recuos das posturas públicas para se reduzir as chances de uma segunda e terceira onda de casos, até que se tenha mais segurança no tratamento e uma vacina contra a Covid.

No primeiro round, mesmo com os “senões” descritos acima, uma grande parcela das pessoas entendeu a importância de preservar o sistema de saúde mogiano do colapso – tanto que, hoje, temos uma ocupação por volta de 20% dos hospitais com pacientes com a Covid.

Um futuro o menos conflitante e dolorido possível dependerá muito da consciência de cada um de nós e no poder da informação sobre o conhecimento científico sobre o que preservará vidas, ou não.


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