ATLETISMO

A energia da Corrida pela Vida Mogi

maior competição gratuita do Alto tietê, e em prol do combate ao câncer, reuniu atletas profissionais e amadores. (Foto: Adriana Cortez)
maior competição gratuita do Alto tietê, e em prol do combate ao câncer, reuniu atletas profissionais e amadores. (Foto: Adriana Cortez)

Homens, mulheres, jovens ou não tão jovens empregaram toda a sua energia para bater recordes pessoais, chegar ao pódio ou apenas por puro prazer. Esse foi o tom da Corrida pela Vida Mogi, iniciativa em prol das campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, realizada na manhã do último domingo, com largada na Avenida Cívica, no Mogilar. Assim como em anos anteriores, essa 4ª edição reuniu 5 mil inscritos que disputaram os seguintes percursos: 5 km, 10 km, 15 km e a caminhada de 3 km.

Campeã no percurso de 15 km, com o tempo de 1h05seg., a professora Valderez de Morais Silva, 39 anos, por exemplo, superou em cinco segundos sua marca de 2016, quando participou pela primeira vez do evento. “Estou muito feliz por ter batido a minha marca. Mais contente ainda porque não sigo nenhum treino específico e, ainda assim, melhorei meu tempo.”

Formada em Educação Física e corredora há dois anos e meio, a paulistana Tatiane Coutinho França (35) ficou em segundo lugar, no percurso de 15 km, com o tempo de 1h09seg., em sua primeira vez na Corrida. “A inserção da prática esportiva, ainda mais das corridas de rua, tem feito muitas pessoas mudarem seus hábitos”, disse. “Acho fascinante acompanhar as histórias de vida e de superação por causa da corrida”, completou.

Falando em superação… Katumi Ito, de 93, completou o percurso de 5 km em 1 hora e levou o troféu de Honra ao Mérito. “Fui tranquilo, no meu ritmo. Estava sem treinar havia três meses, por causa de um acidente. Fiquei satisfeito em completar a prova”, contou o aposentado, que é veterano na corrida. Katumi corre desde 1947, ou seja, há 71 anos.

E como ele aguenta? Além da genética, talvez pela vida intensa de atividades físicas, ao longo da vida. Uma inspiração para qualquer um! Atualmente treina corrida duas vezes por semana (5 km); faz academia duas vezes por semana; outras duas, hidro; dança de salão, duas vezes por semana; vôlei adaptado, 4 vezes, e karatê, uma vez por semana. Ufa!

O professor de Educação Física Norberto Pereira da Silva (41) também correu, inspirando de uma maneira diferente. Ele foi empurrando um triciclo com a filha, Ana Luíza (17), que tem Síndrome de Down. E, como sempre, o filho, João Victor (18), acompanhou os dois. Eles percorreram 15 km. Fazem isso desde 2011. Participam de várias provas e sempre juntos. Da Corrida pela Vida Mogi, estiveram em todas as edições.

Para aguentar firme, além de ter uma alimentação regrada, Norberto corre quatro vezes por semana e faz musculação de duas a três vezes. E o mais importante: tem na filha sua maior motivação.