EDITORIAL

A farra dos panfletos

O cidadão percebe é o aumento da quantidade dos panfletos jogada dentro das casas dos mogianos

A farra dos panfletos

Proibidos pela Lei Mogi+Viva desde janeiro de 2010, os panfletos estão sendo distribuídos como nunca em bairros e na região central onde, em tese, a visibilidade da prática ilegal seria mais fácil de ser coibida.

A grave infração à legislação municipal foi lembrada pelo advogado Laerte Silva, mais uma vez, em artigo publicado domingo último, e reproduz uma realidade que fere uma conquista cara para o ordenamento do uso do espaço público e combate a problemas como o entupimento das galerias pluviais e das ramificações das canalizações de córregos e rios que deságuam no Tietê, impossibilitando a drenagem da água, e a produção de lixo.

Aos poucos, a Lei Mogi+Viva está sendo desrespeitada. Diversas empresas, comércios, empreendimentos imobiliários e pessoas físicas que tocam negócios próprios usam os panfletos para a publicidade, impondo ao consumidor o recebimento de uma grande quantidade de papéis que acaba no lixo ou nas ruas.

E há desvarios: como a duplicidade na colocação dos impressos em um mesmo imóvel. É a farra da publicidade irregular.

O crescimento dessa prática parece coincidir com a movimentação iniciada no ano passado por algumas entidades e vereadores que tentaram flexibilizar a Lei Mogi+Viva. Mudanças foram propostas e discutidas entre os poderes executivo e legislativa e, felizmente, a razão prevaleceu e as medidas que colocavam em risco um avanço para a despoluição visual e ambiental foram abandonadas. Pelo menos, oficialmente.

Ninguém mais tocou no assunto e, curiosamente, à falta de uma fiscalização mais agressiva e assertiva, o cidadão percebe é o aumento da quantidade dos panfletos jogada dentro das casas dos mogianos.

Algo que precisa ser revisto, e rápido pelo setor de fiscalização da prefeitura para se fazer prevalecer a lei que modernizou o uso do espaço urbano.


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