ARTIGO

A hora e a vez da Amazónia

Cláudio Costa

O agronegócio brasileiro acendeu o sinal de alerta. Produtos brasileiros começaram a serem rejeitados no mercado europeu por conta do alto grau de desmatamento que vem ocorrendo na Amazônia brasileira nos últimos 2 anos. Se nada for feito teremos seríssimos problemas em nossa balança comercial nos próximos meses.

Antes que a coisa piore, na última semana um grupo composto de 38 líderes de grandes empresas brasileiras e estrangeiras e 4 presidentes de entidades ligadas ao agronegócio, financeiro e Industrial estiveram com o vice-presidente Hamilton Mourão e enviaram copia da carta aos presidentes; da câmara dos deputados, do congresso nacional, do supremo tribunal federal e procuradoria geral da república.

Na oportunidade, manifestaram grande preocupação com a reação negativa por parte de investidores, brasileiros e internacionais ao descaso do governo brasileiro com desmatamento da amazónia e os consequentes danos económicos que são gerados pelo desinvestimento em nosso país. Reafirmaram seus compromissos com o desenvolvimento sustentável e listaram eixos de ação que consideram fundamentais para o desenvolvimento socio ambiental do país.

Esclareceram que em estudo recente fica demonstrado um alto grau de rejeição aos produtos brasileiros em razão da má reputação do governo brasileiro no que tange a três desdobramentos, seguidos na ordem de: desmatamento da Amazónia, falta de respeito para com o povo indígena e a forma com que a crise da Covid 19 vem sendo enfrentada.

Fica evidente que, com certeza, teremos uma sociedade Pós Pandemia muito mais critica com propósitos Socio-ambientais e democráticos que minimizem sobretudo as desigualdades sociais.

O Brasil precisa fazer sua lição de casa.

Cláudio Costa, Diretor de desenvolvimento económico e social – Prefeitura de Mogi das Cruzes.


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