ARTIGO

A importância da qualificação profissional

José Francisco Caseiro

O Estado de São Paulo terá de qualificar 3,3 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior e técnico até 2023, segundo o mais recente Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O levantamento tem o objetivo principal de subsidiar a oferta de cursos, mas funciona como uma importante ferramenta de apoio aos trabalhadores que buscam se recolocar no mercado e aos jovens que vivem o momento de escolha da primeira profissão.

O estudo aponta 10 ocupações de nível superior com maior demanda por formação dentro e fora da indústria nos próximos cinco anos: analistas de tecnologia da informação; gerentes de produção e operações em empresa de indústria extrativa, de transformação e de serviços de utilidade pública; engenheiros civis; engenheiros de produção, qualidade e segurança; gerentes de tecnologia da informação; engenheiros mecânicos; engenheiros eletricistas e eletrônicos; administradores de tecnologia da informação; gerentes de pesquisa e desenvolvimento e gerentes de suprimentos.

No caso de São Paulo, as áreas industriais com maior demanda pela formação dos profissionais com nível superior são informática, gestão, metal/mecânica, construção e de produção.

Já na formação técnica, o foco principal está nas chamadas áreas transversais, nas quais os profissionais trabalham em qualquer segmento; metal/mecânica; logística e transporte; eletroeletrônica; e informática.

O Mapa do Trabalho Industrial parte de cenários que estimam o comportamento da economia brasileira e dos seus setores, projeta o impacto sobre o mercado de trabalho e estima a demanda por formação profissional industrial.

Na área industrial, por exemplo, a maior demanda será pelo aperfeiçoamento de trabalhadores que já estão empregados, seguida da formação inicial para aqueles que precisam ingressar no mercado de trabalho, tanto para novas vagas como para ocupar postos abertos por aposentadoria ou mesmo falta de qualificação.

O que quero dizer com tudo isso é que o setor industrial brasileiro, que começou a se desenvolver ainda no século 16, continua a ser um dos principais motores do País. A indústria gera 21% da nossa riqueza, emprega mais de 20% dos trabalhadores formais – no caso do Alto Tietê a proporção é de 25% – e paga salário superior à média do Brasil (para trabalhadores de nível superior a média é de R$ 7,7 mil, enquanto a média nacional é de R$ 5,6 mil).

Por fim, a cada real aplicado na indústria, a economia gerada é de R$ 2,40. Portanto, vamos lutar contra a desindustrialização e continuar a investir no setor. Desta forma, estaremos investindo no futuro do Brasil e dos brasileiros.

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê


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