ARTIGO

A reconstrução da nossa economia

Claudio Costa

Não há dúvidas que a epidemia se abateu em nossa economia enfraquecida por quatro décadas de crescimento pífio, e com os últimos seis anos particularmente devastadores. Essa tragédia resultou de políticas econômicas equivocadas, com quase o desaparecimento do investimento público por conta de metas fiscais preocupadas com o endividamento, ao invés de se atacar as reformas estruturais extremamente necessárias para o crescimento e a confiança do investidor.

A Europa e os USA deixaram de lado as questões fiscais e vêm trabalhando fortemente no estímulo dos mercados de forma a minimizar o desemprego e retomar a atividade econômica o mais rápido possível. Mais lenta e mais tímida uma evolução similar se pôs no Brasil, porém com a pandemia ainda com a curva de casos em crescimento, o País não conseguiu trazer os resultados esperados.

Para recuperação, algumas medidas são fundamentais, a maioria das quais devem ser tomadas pelo governo federal, já que só ele pode se endividar e emitir moeda. As mais importantes, sem dúvida, são a manutenção da renda das famílias, a sobrevivência das empresas e o financiamento de estados e municípios. É urgente. Precisamos que estas medidas continuem, se aprimorem, se expandam e atendam ao propósito de crescimento.

Precisamos retomar o caminho do crescimento através da recuperação da confiança dos investidores e da própria população que irão fortalecer a renda e estimular o consumo novamente.

Nossa primeira tarefa deve ser salvar vidas. Salvando vidas, a economia se recupera um pouco mais à frente, porém, sem os erros de um passado recente. Boa sorte a todos com Deus sempre no comando.

Claudio Costa é diretor de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura de Mogi das Cruzes


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