EDITORIAL

A responsabilidade dos líderes

Respostas comunitárias irão determinar erros e acertos no enfrentamento da pandemia do coronavírus que não encerra, é bom que se diga, o ciclo de doenças contagiosas à espreita de uma oportunidade para se multiplicar e fazer vítimas.

Em países como o Brasil, a divisão de opiniões entre as esferas governamentais está tornando a decisão do cidadão ainda mais relevante. Depende de cada um e de seus líderes, a eficácia das medidas recomendadas como ferramenta para proteger o sistema de saúde e reduzir a propagação da Covid019 entre os grupos de risco, onde estão os idosos e médicos, os pacientes crônicos e os trabalhadores de hospitais e serviços essenciais (enfermeiros, motoristas de ambulâncias, vigilantes e outros).

O cidadão que vai decidir como Mogi das Cruzes sairá da pandemia está debaixo da pele tanto do jogador de futebol de várzea e do líder de bairro, quanto do vereador, do prefeito, e até do candidato a esses dois postos nas eleições previstas para este ano ainda.

As imagens do campeonato de futebol em uma quadra na Vila Ressaca, ao lado da escola de samba do São João, no domingo, em redes sociais, nos dão, com precisão cirúrgica, o papel de cada no enunciado acima.

Jogadores que estavam no campo são líderes naturais, pela posição que alcançaram dentro de um time. Estão nesse mesmo colchete, professores e diretores de escolas, presidentes de diretores da escola de samba, do time e de associação de bairro, políticos que atuam nos diferentes territórios eleitorais da cidade.

Em Mogi das Cruzes, nos últimos dias, no entanto, a velocidade dos casos notificados e de mortes tira da cidade esse posto. Tanto que, ao aproximar da ocupação dos 60% dos leitos, a possibilidade de se abrir o hospital de campanha está mais próxima.

Na luta por objetivos coletivos, a comunidade, com seu senso de cidadania e responsabilidade social, é quem determina a evolução e a superação de dificuldades.

Os líderes são cobrados agora. Com o exemplo, como não participar e nem apoiar uma partida de futebol na vizinhança. Sobretudo nos locais mais pressionados pela quebra do isolamento social. Em Mogi, essa pressão ocorre na periferia, onde a falta de boas lideranças está sendo duramente evidenciada.


Deixe seu comentário