EDITORIAL

A ser vencido

A partir do próximo dia 16, o prefeito Marcus Melo passará a enfrentar o maior desafio do período final de seu atual mandato. A decisão de construir a Maternidade Municipal de Braz Cubas, em meio a um período economicamente desfavorável, torna a missão um tanto mais difícil de ser executada.

Numa época de crise, em que os cofres municipais enfrentam os efeitos da queda na arrecadação, as dificuldades pela frente serão muitas. E somente um controle de gastos feito com mãos de ferro poderá assegurar os recursos necessários para que a obra tenha continuidade e o final aguardado pela comunidade, especialmente a mais carente, principal clientela do futuro empreendimento.

O projeto é ousado. Afinal, serão sete pavimentos, divididos entre subsolo, térreo e mais cinco andares, os quais, depois de prontos, terão de ser equipados para garantir aos médicos e pacientes as condições plenas de atendimento à altura de suas expectativas.

Só na fase de construção, estão previstos investimentos no valor de R$ 35,1 milhões, necessários para montagem da estrutura do prédio onde seis andares deverão abrigar desde uma nova unidade do Mãe Mogiana, que atende gestantes na fase pré-natal a partir do 26º mês, pronto-atendimento, setores de pré-parto, parto e puerpério, assim como os cirúrgicos, aqueles que exigem cuidados especiais e cesarianas. O prédio abrigará ainda UTI neonatal e adulta, cada uma com dez leitos,além dos alojamentos, onde as mães poderão ocupar as 58 vagas que permitirão as presenças constantes dos respectivos bebês.

Em entrevista a este jornal, o secretário de Saúde, Francisco Bezerra, disse que os trabalhos vão começar com R$ 10 milhões em caixa, mas que o grosso do investimento será garantido pelo orçamento do próximo ano.

Mais que isso, a obra deverá contar também com o apoio dos deputados e suas emendas aos orçamentos do Estado e da União, assim como os pedidos de ajuda específicos junto a secretarias e ministérios.

Afinal, o desafio assumido pelo prefeito é também de toda a cidade, independente de cores e humores partidários. Há muito que se fazer para que os 8 mil m² de área construída da futura Maternidade Municipal estejam prontos o mais rápido possível. Além do prédio, ainda terão de vir equipamentos, mobiliário, entre outros detalhes.

Tudo isso se justifica pela diferença que uma obra desse porte deverá assegurar ao sistema de saúde mogiano.

Mais do que necessária, a futura maternidade pode ser considerada imprescindível para a população mais carente da cidade, a qual, atualmente, só pode contar com a retaguarda e o respaldo da Santa Casa de Misericórdia de Mogi, invariavelmente às voltas com a superlotação de suas instalações.

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