‘Abelhinhas’ do Divino já fazem doces

Início do trabalho das voluntárias foi abençoado pelo padre Thiago Cosmo na Associação Pró-Festa, no Mogilar / Foto; Divulgação
Início do trabalho das voluntárias foi abençoado pelo padre Thiago Cosmo na Associação Pró-Festa, no Mogilar / Foto; Divulgação

Os tradicionais doces da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes começaram a ser produzidos, oficialmente, na tarde desta terça-feira (12), na Associação Pró-Festa do Divino. O início dos trabalhos do grupo de voluntários foi abençoado pelo padre Thiago Cosmo da Silva, assessor eclesiástico da festividade religiosa. A solenidade contou ainda com a presença do festeiro Sérgio Braz, os capitães de mastro Helena Kioko Mori Fujii e Ciro Fujii, e Miled Cury Andere e Márcia Andere, coordenadores da Casa da Festa.
Neste ano, a expectativa da organização é produzir cerca de cinco toneladas de doces, como de abóbora, batata doce, mamão e laranja. Os salgados devem começar a ser confeccionados por volta do dia 20 de abril.
À frente do grupo de voluntárias que se dedicam na confecção dos doces está a doceira Maria de Macedo Prado Rodrigues, a Cidinha. Desde 1993 ela integra o grupo, e este será o seu quinto ano como responsável por coordenar o trabalho das abelhinhas. E a exemplo do ano passado, Cidinha pede para que sejam doados mamão e laranja verde. “Esses frutos são aqueles de quintal mesmo, portanto, não são vendidos em supermercado. Por isso sempre pedimos que nos façam essa doação”, comenta Cidinha. De acordo com ela, os doces que já estão sendo produzidos são o de mamão e o de abóbora. No dia 25, terá início a produção do doce de laranja e por fim o de batata doce.
Também na Casa da Festa são feitos sagu e arroz-doce. A abelhinha Maria Vitória Salvarani, de 68 anos, é a responsável por esses dois tipos de doces. “Eu estou aqui desde a festa do Cascardo [Sebastião Cascardo e Yeda Pereira Cascardo foram os festeiros em 1968]. Com a Adair, chegamos a fazer uma tonelada de arroz-doce e sagu”, diz ela, que mora no Bairro do Mogilar.

Bênção
O padre Thiago Cosmo lembrou que a Casa da Festa representa, neste momento, a casa dos festeiros: “Antigamente, tudo era feito na casa deles. Hoje nós temos, graças a Deus, o espaço da Associação Pró-Divino, e assim atendemos a demanda. O trabalho delas é importante porque representa a devoção que os voluntários (senhoras e senhores) têm no Divino Espírito Santo. Uma devoção que se expressa na confecção dos doces e salgados, feitos em espírito de fraternidade e oração. Podemos dizer que não é um doce ou salgado comum, tem essa marca, essa bênção do Divino”.
Para o festeiro Sérgio Braz, a dedicação das “abelhinhas” é um gesto de carinho e amor. “Agora começamos a sentir realmente a festa, que ela se aproxima. É gostoso sentir isso e ver que os devotos se dedicam com alegria e fé, e isso nos fortalece”.
Já o capitão de mastro, Ciro, acredita que o trabalho delas é de evangelização: “No gesto que elas fazem, do trabalho de dedicação, com certeza eles são testemunho para as suas famílias, então, é uma forma de evangelizar. As pessoas que convivem com elas, sabem que, com esse amor que elas dedicam, estão evangelizando. O amor é sempre uma forma de evangelizar”.


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