CARTAS

Abusos de sem-teto

Em boa hora este jornal vem chamando a atenção das autoridades para o grave problema social que se transformou a presença de moradores de rua em vários espaços públicos da cidade.

A situação está se tornando insustentável pela forma como essas pessoas abordam os transeuntes, principalmente senhoras de idade avançada, que passam pelas praças ou calçada por eles ocupadas.

Eles não pedem ajuda; exigem, ameaçando com voz alterada e com gestos que intimidam as pessoas a entregar-lhes o que têm nas mãos, com medo de sofrerem algum tipo de violência física.

Após os alertas da imprensa, tanto a PM como a Guarda Municipal estão anunciando ações que, espera-se, saiam do papel e garantam a devolução das praças aos seus antigos frequentadores, gente da cidade que usava esses espaços para descanso ou para lazer com filhos e netos.

É o que todos nós, mogianos, esperamos. Afinal, se a Promoção Social tem oferecido condições para essas pessoas encontrarem algum caminho e elas simplesmente optaram por continuar nas ruas, não há por que termos de aturar seus excessos. Pois não é justo que se tenha de conviver com o modus operandi dos moradores que agem como se donos fossem dos espaços por eles ocupados. Espaços que são públicos e não de uma minoria.

Fátima de Paula Silvério Antunes

Mogi das Cruzes, Centro