CASO

Acusado de matar namorada em Jundiapeba vai a júri

crime Júri de Saael Rocha deve ter início às 13 horas de nesta sexta-feira (06).
CRIME Júri de Saael Rocha deve ter início às 13 horas de nesta sexta-feira.

O Fórum Criminal de Mogi das Cruzes julga nesta quinta-feira (06) o terceiro caso de feminicídio em apenas oito dias. Desta vez vai ao banco dos réus Saael Sales Rocha, acusado de matar a namorada, Jacqueline Aparecida Lopes, de 19 anos, com uma cotovelada em 11 de maio de 2018, no distrito de Jundiapeba. O júri popular está marcado para as 13 horas e deve terminar ainda hoje. Oito testemunhas serão ouvidas, segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

De acordo com a investigação, testemunhas presenciaram a discussão entre o casal. Uma câmera de monitoramento registrou o acusado dando uma cotovelada na jovem, que cai no chão e ele ainda a chuta, na avenida Peru, no distrito de Jundiapeba.

A jovem foi socorrida pelos vizinhos e a mãe até a Unidade Básica de Saúde de Jundiapeba, onde os médicos constaram a morte. Já Saael, segundo a Polícia, fugiu com seu carro. Na mesma noite, ele enviou mensagem a uma prima da jovem falando que havia dado um “pancadão” na vítima e saído. Ele se entregou à Polícia 10 dias depois, quando ficou preso por homicídio duplamente qualificado, feminicídio e motivo fútil.

Esse será o terceiro júri de homens acusados de matar mulheres só no Fórum Criminal de Braz Cubas, nos últimos oito dias. O primeiro foi o do advogado Ronaldo Moreira, de Bertioga, que era acusado de matar a amante grávida e deixar o corpo às margens da rodovia Ayrton Senna, no trecho de Mogi, em 2016. Ele foi condenado pelos crimes de homicídio e aborto a 49 anos e nove meses de prisão em regime fechado.

O outro julgamento foi um dia depois, na sexta-feira, do segurança Michel Flor da Silva, acusado de matar a estudante Rayane Paulino Alves, de 16 anos, após oferecer carona a ela. O júri acatou de forma integral a denúncia de estupro, ocultação de cadáver e homicídio quadruplamente qualificado: motivo torpe, impedir defesa da vítima, asfixia e por ocultar a vantagem de outro crime, que seria o estupro.

A reportagem procurou a defensora pública Vilma Rodrigues da Rocha, mas ela não atendeu as ligações.