EDITORIAL

Adote uma praça

O alerta feito na edição de sábado passado deste jornal sobre as condições em que se encontram algumas praças públicas de Mogi das Cruzes serviu para demonstrar que é hora de se tomar providências, antes que algum problema mais grave venha a ocorrer com os frequentadores desses locais, especialmente idosos e crianças. A reportagem mostrou que em algumas dessas áreas de lazer, a situação é bastante complicada por conta da deterioração progressiva dos equipamentos, como de brinquedos e bancos de madeira, enquanto em outros falta mesmo uma maior atenção aos serviços de capinação e de cuidados com os canteiros, flores e outros atrativos.

A manutenção de uma praça é algo que exige constante atenção, assim como serviços que possam corrigir os problemas que vão surgindo no dia a dia, devido ao uso frequente dos locais pelo público. Tudo isso sem contar os atos de vandalismo que contribuem para tornar o patrimônio público cada vez mais vulnerável a deficiências que podem ameaçar a segurança dos usuários.

Por tudo isso, seria interessante que a Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes buscasse, com a ajuda da iniciativa privada, retomar um antigo projeto de adoção desses espaços públicos por empresas capazes de uma permanente manutenção das praças em troca da colocação de seu nome no local, demonstrando a todos sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.

Em administrações passadas, tal esquema de parceria apresentou resultados mais que positivos, mesmo em tempos de crise econômica, mais ou menos parecidos com a dos dias atuais.

E se hoje a simples colocação do nome da empresa na praça por ela adotada já não satisfaz mais a eventuais parceiros, seria interessante que se buscasse algum outro atrativo, até mesmo no plano fiscal, que pudesse despertar o interesse pelo trabalho em favor da cidade.

Se a Prefeitura enfrenta dificuldades econômico-financeiras a ponto de interferir nos serviços de manutenção desses espaços, sobra-lhe o caminho das parcerias, mesmo que para isso tenha de se dar algo mais em troca, além da publicidade, hoje um tanto restrita por conta da legislação que proíbe abusos como os ocorridos no passado.

Basta, portanto, que se defina um programa de incentivos e, a partir daí, se busque a adesão de novos parceiros que, se não tiverem expertise no trabalho de limpeza e jardinagem, poderão contratar empresas especializadas e transferir para elas a responsabilidade pela manutenção. Uma negociação de mão dupla pode ajudar a Prefeitura a se livrar de um sério problema, enquanto as empresas também poderão ser ajudadas, desde que a grande beneficiada seja a população de Mogi das Cruzes, que poderá contar com suas praças conservadas e bem cuidadas.

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