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Afinal, quantos vereadores Mogi precisa realmente ter?

Quando assumiu a presidência da Câmara Municipal, no início do atual mandato, o vereador Pedro Komura (PSDB) sentenciou: ou o Legislativo reduzia o número de integrantes, ou as contas não iriam fechar ao término de sua gestão. O fato provocou polêmica. Enquanto muitos aplaudiam e seus colegas torciam o nariz para a declaração do presidente, uma parcela respeitável da comunidade apoiava, mas duvidava que ele realmente conseguisse a tal redução. Afinal, a diminuição de vagas teria de ser aprovada pelos mesmos vereadores que teriam de disputar um número menor de cadeiras nas próximas eleições. O impacto inicial da declaração de Komura acabou passando e o assunto convenientemente esquecido pela maioria. O presidente passou pelo mandato sem que ocorresse o caos econômico-financeiro apregoado de início e, questionado por este jornal, em seu balanço final, o vereador ainda tentou contornar o fracasso da proposta, dizendo que ela teria de ser discutida no final do atual mandato. Mera retórica para justificar aquilo que muitos já sabiam: o espírito corporativo dos políticos sempre fala mais alto em situações como aquela. E as 23 cadeiras, tudo leva a crer, serão mesmo mantidas para a futura legislatura. A diminuição do atual quadro de vereadores não passou mesmo de sonho de uma noite de verão, embora tenha servido para plantar a semente de uma discussão acerca da real necessidade de 23 vereadores para uma cidade do porte e perfil de Mogi das Cruzes. A princípio, o número soa como por demais elevado. O que certamente não aconteceria, se todos os eleitos se empenhassem como deveriam para representar os verdadeiros anseios e as necessidades da comunidade mogiana. Isso, evidentemente, não acontece na totalidade. Enquanto alguns vereadores realmente se esforçam para justificar o mandato que lhes foi outorgado pelo voto popular, há os que simplesmente passam pela Câmara, como se ela representasse um mero emprego temporário. E enquanto isso continuar ocorrendo, sempre sobrará para alguns mogianos a frustração pelo fato de Komura, pelo menos até agora, não ter ao menos tentado cumprir sua promessa de início de mandato.

IPTU Justo

O ativista Silvio Marques obteve o apoio do deputado Marcos Damásio (PR) para a campanha IPTU Justo, que ele pretende estender para todo o Estado de São Paulo. Em visita à Assembleia Legislativa, Marques gravou um vídeo ao lado de Damásio, onde o deputado segura um painel da campanha, elogia a iniciativa e promete dar respaldo à extensão do trabalho para o restante do território paulista.

Cidade aqui

O programa “A cidade é aqui”, onde o prefeito Marcus Melo (PSDB) reedita a ideia de governo itinerante, levando seus principais secretários para debater as necessidades dos moradores em bairros mogiano, tem nova data marcada para acontecer. Na próxima terça-feira (26), a reunião acontecerá às 19 horas, na Vila Nova União, na sede do Centro Familiar Maria Medianeira, à rua Joaquim de Mello Freire. Tais encontros costumam durar, em média, duas horas.

Faixas

O vereador Maurinho do Despachante (PSDB) solicita ao prefeito que seja feito o recuo das faixas de pedestres localizadas em cruzamentos sem semáforos da cidade. Tal situação, segundo ele, estaria induzindo os motoristas a infringirem o Código de Trânsito Brasileiro, que proíbe o avanço dos veículos sobre faixas de segurança para ter visibilidade na travessia. Faz sentido.

Mudança?

Causou surpresa aos presentes na formatura dos guardas municipais de Mogi, ontem cedo, no Cemforpe, o fato de o vereador José Antonio Cuco Pereira (PSDB) ter representado o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) na solenidade. Foram inevitáveis os comentários sobre uma possível – mas não confirmada – transferência de Cuco para o PSD.

Mais violência por parte da sociedade gerará mais violência daqueles que ela não consegue controlar.

Karl Menninger (1893-1990), psiquiatra norte-americano