EDITORIAL

Agosto ficou para trás

“Neste prenúncio de Primavera, vemos a economia local dar provas de que está vivíssima”

Findo o mês de agosto, aquele que a colonização portuguesa nos legou a fama de agourento, começamos setembro com duas ótimas notícias, para os que tem Mogi das Cruzes como seu porto: vieram-nos as informações de que o Grupo Educacional Cruzeiro do Sul assumirá a gestão do Centro Universitário Braz Cubas, preservando e valorizando seu histórico de 80 anos e, na última sexta-feira, a de que a HBR Realty, controlada pela mogiana Hélio Borenstein Empreendimentos, iniciará, no começo de 2020, as obras do Patteo Urupema.

A fama de que agosto não nos dá sorte remonta ao século XVI, época das grandes navegações: era, nesse mês, que partiam as caravelas de Lisboa. As jovens lisboetas evitavam, então, casar-se nesse período e ver seus noivos zarparem para o desconhecido. Daí o dito “casar em agosto traz desgosto”

Cuidou, nossa própria história, de alimentar a superstição, com dois fatos decisivos para o período em que ocorreram. Primeiro, o suicídio de Getúlio Vargas (24/8/1954) e, apenas 7 anos depois (25/8/1961), a renúncia de Jânio Quadros.

Mas agosto ficou para trás e, neste prenúncio de Primavera, vemos a economia local dar provas de que está vivíssima.

No caso do Patteo Urupema, que ocupará um quarteirão na Avenida Fernando Pinheiro Franco, há dados complementares à obra de 28 mil m2: o empreendimento só foi lançado depois que boa parte de sua área locável, de 9 mil m2, esteve compromissada. Um dos varejistas (Renner) ficará com o segundo piso inteiro. Os cinemas estarão no último andar, logo acima da praça de alimentação. Haverá, ainda, três pisos de estacionamento. Tudo isso deverá estar pronto no primeiro semestre de 2022.

O Patteo Urupema não representa apenas um respeitável investimento na cidade. Ele será, também, um indutor da revitalização do nosso centro urbano. Tem vocação ainda para ser outro divisor no horário administrativo daquela região, que termina por volta das 18 horas.

Não por acaso, o empreendimento levará o nome de um outro grande empreendimento, este um cinema, aberto em 1947, na Praça Firmina Santana e que foi, por anos, palco da convivência comunitária.

Para honrar mais esta referência terá, na fachada, elementos arquitetônicos que remetem ao antigo prédio. Elementos estes desenhados pelo professor e arquiteto Jurandyr de Oliveira, quando ainda estudante.

 

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