ESTRAGOS

Agricultores de Mogi avaliam prejuízos após temporal que atingiu a cidade

Parte das plantações de Mogi das Cruzes ficou alagada após o temporal que atingiu a cidade na última quarta-feira. (Foto: Eisner Soares)

Apesar das fortes chuvas que atingiram Mogi das Cruzes nos últimos dias e inundaram plantações – principalmente na região da Chácara dos Baianos, em Jundiapeba – o consumidor ainda não deve sentir o impacto no preço das frutas e hortaliças nas feiras e mercados do município. Porém, a previsão climática para os próximos dias indica um período difícil para os agricultores da cidade. A combinação do calor, com a alta umidade do ar já registrada, contribui para a perda da qualidade de vegetais e verduras, além, de aumentar a chance de chuvas de granizo, um dos principais inimigos das plantações, que inclusive já foram registradas no último sábado em alguns pontos de Mogi.

“Minha família, até o momento já teve prejuízo de cerca de R$ 8 mil. A situação pode piorar, já que alguns produtos foram comprometidos”, conta o chacareiro Josenir Barbosa, da Chácara dos Baianos.

Segundo ele, a situação é parecida com o verão passado, “porém vejo que nesse ano o volume de chuva está maior”. A previsão para os próximos dias, não é nada boa, segundo o agricultor. “O solo deverá continuar encharcado, o que prejudica as plantações”, afirma.

Segundo Josenir, aproximadamente 300 dos 414 produtores da região da Chácara dos Baianos sofreram prejuízos por causa do temporal, e podem ver meses de trabalho perdidos.

“O verão é um período de aumento nas vendas, mas muito difícil para se plantar”, afirma Juliana Geseira, engenheira agrônoma do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, ao explicar que no período “temos muita umidade e altas temperaturas, que facilitam o crescimento de bactérias e fungos, e consequentemente prejudicam as plantações”.

Segundo as previsões climáticas, este verão deve ser um dos mais chuvosos dos últimos anos. “Algo preocupante, apesar de que a maioria dos agricultores já esteja preparada”, argumenta Juliana. “O maior risco é que o clima continue colaborando para gerar chuvas de granizo, o que não só pode acontecer, como já foram registradas em alguns pontos da cidade no último sábado”, completa.

O Sindicato Rural de Mogi das Cruzes não tem uma estimativa de quantas famílias foram prejudicadas nas fortes chuvas registradas na tarde de quarta-feira última. Segundo ela, os danos “poderiam ter sido piores”. Ainda de acordo com a engenheira agrônoma, a região mais afetada foi a da Chácara dos Baianos. O Sindicato também não sabe estimar o prejuízo, mas defende que o consumidor ainda não sentirá os impactos no preço final dos produtos.


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