Akimatsuri começa às 10 horas

Frank Tuda destaca as tradições do Akimatsuri / Foto: Jonny Ueda

Em sua esmagadora maioria, os integrantes da quinta geração dos primeiros imigrantes japoneses que se instalaram primeiramente em bairros como Cocuera e Sabaúna a partir da década de 1910 não estudam e nem moram na zona rural de Mogi das Cruzes. Porém, a ligação com a terra persiste como um dos principais traços culturais da comunidade japonesa, celebrada a partir de hoje (9) com a abertura de mais um Akimatsuri, às 10 horas. Será a 31ª edição da Festa do Outono, tradução literal da expressão em japonês encontrada nas dezenas de cartazes espalhadas por postes das principais avenidas e ruas com o mapa de acesso às dependências do Centro Esportivo do Bunkyo, localizado no Bairro da Porteira Preta.

A sinalização do caminho para o festival no complexo esportivo [onde são esperadas cerca de 90 mil pessoas nesse e no próximo final de semana] remete ao tino de organização e receptividade dessa parcela da população mogiana, que preserva outros fortes símbolos da cultura japonesa, como o respeito ao passado e aos antepassados. Exemplo maior disso: a participação de 500 produtores rurais no Pavilhão de Exposição Cultural e Agrícola, nesse ano, em novo espaço (veja matéria abaixo). Mesmo com as muitas mudanças na agricultura, tocada agora por uma pequena parte dos herdeiros dos primeiros produtores que projetaram o nome de Mogi das Cruzes no Brasil, no setor, a reunião de 500 produtores, que apresentação parte do cultivo de frutas, flores, legumes e verduras regional, demonstra o espírito de unidade que o Akimatsuri preserva.

O crescimento da festa e do número de atrações tornou esse festival um dos mais importantes do calendário anual turístico e de eventos populares de Mogi e Região, com potencial de atração de visitantes de outras regiões do Estado e do País. Cerca de 20% do público não reside no Alto Tietê, segundo o presidente do Bunkyo, Frank Tuda. Engenheiro civil, aos 49 anos, ele responde pela direção da entidade desde o último dia 1º, após o titular da chapa, Kiyoji Nakayama assumir a Secretaria Municipal de Agricultura, como titular-adjunto. É um dos mais novos a sentar-se na cadeira do presidente.

A partir de 2008, o Akimatsuri começou a ganhar o suporte profissional que estruturou o evento para atrair mais visitantes, com o oferecimento de apresentações musicais e culturais de peso, como as principais celebridades nikkeys do Brasil. Embora considerável, a profissionalização se deu mais na forma estrutural do evento e não na manutenção, propriamente dita, tocada, na realidade, por cerca de 700 voluntários, integrantes dos seis bairros que possuem associações (kaikans) filiadas ao Bunkyo mogiano – Cocuera, Centro, Vila Moraes, Porteira Preta, Estrada da Capela, km 11 (Taiaçupeba), Biritiba Ussu e Pindorama, que respondem por barracas tradicionais, como as da gastronomia japonesa. Por dia, 80 pessoas contratadas respondem pela segurança no interior da Festa. (Eliane José)


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