CERÂMICA

Akinori Nakatani fala sobre obra e técnica

TRAJETÓRIA No livro é possível conhecer mais sobre o trabalho em cerâmica de Akinori Nakatani. (Foto: arquivo)

A ARTE Akinori Nakatani vai revelar ao público os detalhes que fazem diferença em uma obra; ele divide o palco com a também ceramista Giovana Delagracia. (Fotos: divulgação)

Neste sábado, um momento público abre janela aos interessados em conhecer um pouco mais sobre o ofício e vida do ceramista Akinori Nakatani, na voz do próprio artista, no Auditório do Centro Cultural de Mogi das Cruzes, a partir das 14 horas.

Ele e Giovana Delagracia, ceramista, pesquisadora e mestranda em História da Arte, ocuparão o espaço para uma apresentação do ciclo de ações iniciadas com o lançamento de um livro e a exposição Mostra Retrospectiva sobre o artista, em cartaz no Casarão do Chá, aos domingos.

Delagracia é co-autora do livro que conduz o leitor ao universo do artista plástico, morador na Estrada do Capixinga e reconhecido pela preservação e restauração do Casarão do Chá, localizado no Cocuera.

Ela assina pesquisa acadêmica sobre a Casa Nakatani, onde o artista japonês radicado em Mogi das Cruzes desde o final da década de 1970 construiu e opera o forno a lenha chamado originalmente Noborigama.

Nesse forno japonês, ele criou e desenvolveu peças gestadas pela tradição nipônica, expostas em mostras ocorridas em espaços como o MASP, em São Paulo.

Na primeira parte do encontro, Nakatani irá apresentar algumas das obras destacadas na obra lançada neste mês, e o Noborigama, com o auxílio de imagens sobre a construção e o funcionamento do forno usado para a queima e produção da cerâmica. O foco será o detalhamento de técnicas de cerâmica.

Na sequência, a pesquisadora deverá discorrer sobre a importância estética e cultural na obra do autor, sedimentada na mescla entre a técnica japonesa e a estética indígena, fruto das viagens feitas por Nakatani antes de ele se instalar em definitivo no Brasil.

É no solo brasileiro que ele corporifica um pensamento que teve, quando vivia no Japão, após visitar uma exposição sobre objetos cerâmicos no Museu Nacional de Arte Moderna de Quioto. Quem conta essa passagem é Giovana Delagracia: “O artista ficou fascinado e vislumbrou na cerâmica uma possibilidade de expressão artística. Ele pensou, reproduz ela: “Se eu fosse capaz de produzir obras como essas, talvez pudesse passar minha vida inteira fazendo isso”.

Para quem conhece o artista, o encontro amanhã será único. Raras são as oportunidades de se ouvir dele impressões e conhecimentos sobre a cerâmica e sua arte.

No livro sobre o ceramista, executado por meio do Programa de Incentivo à Cultura (ProAC ICMS), do Governo do Estado, Delegracia afirma: “O mistério por trás dessas obras é evidenciado pelo silêncio do artista a respeito delas. Ao longo das entrevistas (feitas por ela), Nakatani posicionou-se de forma bastante reservada em relação às inspirações e reflexões relacionadas às suas obras”.

O bate-papo público torna-se, assim, aperitivo instigante a pesquisadores e interessados no assunto. Haverá abertura para perguntas e respostas. Esse projeto de fomento cultural teve patrocínio do ProAC, JSL, Mineração Horii, Shibata Supermercados, Rinnai, Embu S/A e Governo do Estado. A entrada é gratuita.

O Centro Cultural de Mogi das Cruzes está instalado na Praça Monsenhor Roque de Pinto Barros, em frente à Catedral de Santana.


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