EDITORIAL

Álcool e volante

“A prevenção de mortes no trânsito requer punição aos maus motoristas e conscientização”

Latas e garrafas de bebidas espalhadas pelos carros e os sinais característicos de embriaguez em motoristas flagrados por autoridades policiais e do trânsito de Mogi das Cruzes estão na mesma cena da tragédia anunciada, que tirou a vida de dois jovens na noite de segunda-feira na perigosa Estrada das Varinhas, que liga bairros dos distritos de Jundiapeba e Quatinga.

Nesse acidente, as investigações policiais caminham para levar à punição do condutor envolvido na morte de dois jovens trabalhadores que deixaram filhos pequenos e uma dor impagável a seus pais e familiares. As declarações da Polícia Rodoviária confirmaram os sinais de embriaguez do motorista que teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello.

O caso serve para a reflexão sobre a tomada de decisão do motorista. Acidentes provocados pela combinação do álcool e volante são uma das primeiras causas de mortes e graves sequelas em vítimas da imprudência e a banalização da vida nas ruas e estradas brasileiras.

A conscientização começa a mudar um comportamento homicida de muitos motoristas e também de passageiros que viajam com pessoas embriagadas ao volante. Mas, são flagrantes os casos de quem ainda dirige embriado.

Quem assume o volante alcoolizado não assume a sentença de morte para si, coloca em risco a integridade de filhos, pais, e amigos, que esão com ele, e das demais pessoas que transitam pela via pública.

Além de fiscalização rigorosa e a punição exemplar, a prevenção de mortes como a de Aldair Alves de Oliveira e de Wander Casarejos Mateus requer punição exemplar, mas também a conscientização de todos nós.


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