ECONOMIA

Aluguel de imóveis tem retração em Mogi das Cruzes durante a pandemia de Covid-19

DIFÍCIL Aumenta o número de imóveis disponíveis para aluguel em Mogi das Cruzes por causa da crise. (Foto: Eisner Soares)
DIFÍCIL Aumenta o número de imóveis disponíveis para aluguel em Mogi das Cruzes por causa da crise. (Foto: Eisner Soares)

Em Mogi das Cruzes, cerca de 20% dos imóveis comerciais foram devolvidos às imobiliárias até a semana passada. A informação foi dada pelo delegado municipal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Joel Borges. Por não terem a permissão para permanecer em funcionamento, muitos empresários estão optando pelo home office e vendas por delivery. Existem ainda aqueles que estão encerrando de vez as atividades.

Já é possível perceber um aumento no número de placas de “aluga-se” na região central da cidade. Além da devolução por parte dos locatários, as imobiliárias puderam perceber ainda uma outra prática. Donos de imóveis que mantinham empresas funcionando no local têm colocado os espaços para locação, já que também estão fechando seus negócios.

“A nossa visão e o que temos passado para proprietários e corretores é de que haverá sim um mundo antes da Covid e um mundo pós. Isso vai acontecer em todos os mercados praticamente, mas no nosso setor uma das principais mudanças acredito que vai ser a diminuição dos espaços. Empresas que tinham 300 funcionários vão passar a funcionar com 30 em locais muito menores. Isso porque o home office vai ser mais utilizado futuramente”, afirma Borges.

Ele ressalta que a estimativa é de que 50% das empresas que tinham um escritório físico devam continuar funcionando de maneira remota nos próximos meses, até o final deste ano. A medida deve ser adotada por contenção de gastos e também pelo medo de disseminação da doença.

O trabalho à distância tem mexido no mercado de mais uma forma. Segundo o consultor imobiliário, muitas pessoas que moram em apartamento têm procurado se mudar para casas buscando ter maior privacidade e silêncio na hora de trabalhar. Isso porque os prédios costumam fazer mais barulho e os espaços são menores, impedindo que a pessoa tenha uma sala mais isolada.

“Na área residencial, as mudanças têm acontecido mais nesse sentido, porque como a moradia é uma coisa essencial, ela acaba sendo uma das prioridades daqueles que estão sendo prejudicados financeiramente pela pandemia. Quem atua em áreas essenciais não têm sentido esse reflexo, mas principalmente para quem trabalha no comércio, essa tem sido uma dificuldade. O que temos feito é orientar os corretores para que analisem caso a caso”, frisa Borges.

No atual momento, é importante analisar fatores como se o pagamento sempre foi feito em dia por aquele inquilino, se ele cuida bem do imóvel e se está, de fato, sendo prejudicado pelo cenário atual. Em determinados casos, o especialista conta que alguns proprietários aceitaram reduzir entre 30% e 70% o valor do pagamento dos próximos meses.

O Creci disponibilizou uma câmara de arbitragem de conciliação para buscar acordos entre locatários e proprietários de imóveis sem que ninguém saia prejudicado e tudo possa ser resolvido amigavelmente. As reuniões são feitas virtualmente e contam com a participação de conselheiros do órgão. Para mais esclarecimento sobre o assunto, Borges deixa ainda o próprio telefone (98292-4421) à disposição.


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