CERIMÔNIA

Amigos e familiares se despedem do historiador Jurandyr Campos

DESPEDIDA Amigos foram orar por Jurandyr Ferraz, no Carmo. (Foto: Natan Lira)
DESPEDIDA Amigos foram orar por Jurandyr Ferraz, no Carmo. (Foto: Natan Lira)

Com o hino ‘Quem entrará’, que destaca “Senhor, eu quero entrar no Santuário pra te louvar”, a igreja da Ordem Terceira do Carmo iniciou na manhã de ontem a cerimônia de homenagem e despedida ao professor e historiador Jurandyr Ferraz de Campos. Natural de Caçapava, no Vale do Paraíba, ele faleceu nesta quinta-feira, aos 83 anos, vítima de fibrose pulmonar e pneumonia, no hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista, onde há dez dias, tentava se recuperar da doença.

O clima na igreja permeava entre a tristeza pela partida de um homem que dedicou a vida a garantir o registro histórico da cidade, por meio de livros, artigos e depoimentos, e também de gratidão por essas mesmas obras que ele deixa como legado. A celebração de corpo presente foi presidida pelo Frei Tinus, o religioso lembrou que a intenção era homenagear Jurandyr, e lembrar que a morte não é o fim, e sim o renascimento para a vida eterna. “Nesse sentido, a morte é a coroação da vida. Ele deixou a sua contribuição à vida cultural de Mogi e fica presente no meio de nós por meio das atividades que fez na sua vida aqui na terra”, destacou.

A irmã caçula de Jurandyr, Rosemir Ferraz de Campos Moreira Romeiro, de 69 anos, diz que fica a lembrança do irmão brincalhão, muito estudioso e muito responsável com os projetos que se comprometia a fazer. “Ele agora encontra o pai (José Pereira Campos), a mãe (Geralda Ferraz de Campos) e nossos outros três irmãos que já se foram. Éramos em 11, e agora ficam sete”, diz.

O doutor em história Mario Sérgio de Moraes classifica o amigo de profissão como um ícone de Mogi das Cruzes. “Ele tinha um amor por tudo aquilo que começou aqui, através do Frei Timóteo, em segundo lugar por ser um cidadão de Mogi que não só na história contribuiu para a nossa identidade, mas principalmente por ser um cidadão político no sentido de participação, de dar o bem cristão de solidariedade. Por isso eu digo, ele era o máximo, múltiplo comum de Mogi das Cruzes”, destacou.

A cerimônia durou cerca de uma hora e, de lá, o corpo foi levado para o Cemitério da Vila Alphina, na capital paulista, onde foi cremado, atendendo a um pedido feito pelo próprio Jurandyr.

O inseparável irmão Josemir Ferraz de Campos estava viajando para Campo Grande e não conseguiu participar da cerimônia de adeus. Pelo celular, a filha Heloisa fez uma transmissão ao vivo para o pai poder se despedir do irmão.

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