ARTIGO

Ao redor da festa

Laerte Silva

Mogi das Cruzes vive o clima da Festa do Divino Espírito Santo. Evento religioso secular que está no nosso calendário cultural, com suas bandeiras vermelhas vibrantes no mês de maio de cada ano, congadas, além das concorridas alvoradas. Sem falar no desfile, a conhecida Entrada dos Palmitos, no sábado que vem. Ponto de destaque é sua quermesse, ambiente em que é possível experimentar variada culinária, sendo o item mais popular o afogado. Fé, religiosidade, reza e devoção, e um voluntariado que trabalha bastante preparando os produtos que serão consumidos ao longo do festejo de vários dias e com resultado para entidades assistenciais.

A quermesse cresceu tanto que precisou ampliar a área da festa para receber o público que também pode aproveitar os costumeiros shouws. Vale a pena participar desse grandioso evento, pela expressão religiosa, cultural, sua culinária e diversão.

A chegada ao local é disputada pelos motoristas, natural, vai muita gente, mas com muitos flanelinhas que não dão sossego, e ainda, com uma legião, alguns menores, na porta da festa consumindo bebidas alcoólicas. Tudo para entrar “calibrado” no interior do espaço, na área das barracas.

Essa situação, tomara esse ano seja diferente – escrevo a respeito muito ao início do festejo – essa “preparação”, incomoda um tanto, afinal, não é um local para bebedeiras. É notícia que a Prefeitura estará experimentando um sistema de segurança com câmeras para reconhecimento facial, numa intenção de colaborar com a Polícia Militar e apoiar também a Guarda Municipal. Dentro de uma grande estrutura como é a Festa do Divino, é importante mesmo um dose cavalar de atenções com a segurança de todos, e merece aplauso toda iniciativa para aprimorar as atividades de vigilância.

Independentemente de um sistema específico, é importante uma atenção especial na porta de entrada da festa e ao longo das calçadas de acesso, pois não é confortável chegar ao local tendo de passar no meio de alguns que não se comportam e não entendem o que é o festejo. Não é um restaurante gigante nem um parque de diversões pura e simplesmente. Alegria sim, mas na medida, e para conter o abuso do álcool ao redor do evento, vigilância ostensiva é o que se espera para que cada um, ao seu modo, aproveite o que de melhor há no mês de maio em Mogi das Cruzes. E viva o Divino Espírito Santo.

Laerte Silva é advogado