TRÂNSITO

Apesar de atraso na obra, DER mantém janeiro como prazo de entrega da duplicação da Mogi-Dutra

VISÍVEL Visita às obras na rodovia Mogi-Dutra constata o atras. (Foto: Natan Lira)

Apesar de reconhecer que o contrato de duplicação da rodovia Mogi-Dutra (SP-88) poderá sofrer alteração no prazo de entrega previsto para janeiro, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ainda não divulgou a data em que o aditamento será publicada em Diário Oficial. A reportagem percorreu toda a extensão dos 7,5 quilômetros e encontrou trechos em que a segunda pista sequer começou a ser aberta.

A duplicação do trecho final da Mogi-Dutra é uma demanda antiga. A primeira parte ganhou uma faixa extra há quase 15 anos, no início de 2005. Desde então, idas e vindas marcaram a licitação do projeto. Só no ano de 2017 o certame foi finalizado. Em dezembro daquele ano, o então governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB) foi até a estrada e anunciou o início dos trabalhos para janeiro do ano seguinte, com prazo de 24 meses para o término.

Ocorre que somente após o anúncio, o Governo do Estado começou a fazer o licenciamento ambiental necessário para que as intervenções pudessem ser feitas, um processo que atrasou em nove meses a realização dos trabalhos. Apenas em setembro de 2018 os trabalhos tiveram início, com mais de um terço do prazo perdido.

A parte mais adiantada dos serviços se vê no quilômetro 38, na entrada para o Distrito Industrial do Taboão. Mas, mesmo ali, é impossível terminar todas as intervenções até janeiro. A pista já está aberta, uma parte foi pavimentada, mas faltam a finalização e sinalização.

Quem vem de Arujá e segue no sentido Mogi das Cruzes observa que da altura da rotatória, entre os quilômetros 32 e 33, nenhuma intervenção foi realizada. A partir deste ponto, a pista começa a ser aberta. Uma passarela será instalada no local, mas não começou a ser montada.

Do quilômetro 34 ao 35, a pista está totalmente aberta e são realizados os serviços de terraplanagem. Nsse ponto, o projeto prevê um retorno, na saída da Estrada Municipal. As faixas já foram desenhadas. Ainda no km 35, a pista foi aberta e o talude reforçado com o recebimento de grama.

No quilômetro 37, em que está prevista a praça de pesagem dos veículos, a situação continua a mesma de 20 dias atrás: apenas as faixas estão implantadas ao lado direito para quem segue rumo a Mogi.

A obra é financiada pelo Banco Mundial – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e executada pelo Consórcio Construcap Copasa. O investimento é de R$ 121,9 milhões.

O DER informou que as obras de duplicação estão em pleno andamento, com serviços de terreplenagem, drenagem, implantação de canaletas, guias, sarjetas, calçadas, da camada de base da pavimentação, plantio de grama em taludes, entre outros.

“Quanto ao prazo estimado para conclusão das obras, janeiro de 2020, o DER informa que atualmente ele está mantido. Sobre o possível adiamento, ainda não há uma definição. O DER não descarta essa possibilidade em razão da necessidade de remoção de interferências e o tempo para a obtenção de licenças ambientais e desapropriações. No entanto, trabalha para concluir os trabalhos dentro do menor prazo possível”, destacou em nota.


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