TRÁFEGO

Após 8 meses de atraso, começam intervenções para duplicar Mogi-Dutra

Uma das máquinas trabalhava ontem na preparação da área que abrigará o novo acesso ao Distrito Industrial do Taboão. (Foto: Edson Martins)
Uma das máquinas trabalhava ontem na preparação da área que abrigará o novo acesso ao Distrito Industrial do Taboão. (Foto: Edson Martins)

Pela primeira vez, desde o anúncio feito pelo Governo do Estado em dezembro do ano passado, a equipe de O Diário encontrou vestígios de que a duplicação da Rodovia Mogi-Dutra, no trecho até Arujá, realmente irá começar. Prevista para iniciar em janeiro deste ano e com prazo de entrega de 24 meses, os trabalhos estão atrasados em 1/3 do período, ou 8 meses. Na manhã de ontem, quando a reportagem esteve na rodovia, se deparou com técnicos de uma empresa de gás realizando o levantamento topográfico que, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), faz parte do projeto de readequação dos sistemas de fornecimento do recurso e de energia. Também foi possível ver máquinas e caminhões trabalhando no solo onde será construída a alça de acesso ao Distrito Industrial do Taboão.

Na última semana, o governador Márcio França (PSB), em visita a Mogi das Cruzes, garantiu que os trabalhos efetivos na rodovia teriam início no próximo dia 10. Em nota, o DER informou que as obras de duplicação e modernização da SP-88 possuem todas as licenças socioambientais necessárias, dentre elas a Licença Prévia e a Licença de Instalação e que, a partir do próximo dia 10, os trabalhos se concentrarão no alargamento da plataforma da rodovia utilizando as novas áreas desapropriadas.

O órgão explicou ainda que, por enquanto, estão sendo executados os serviços de terraplanagem onde será implantada a nova alça de acesso à Estrada do Taboão, o estaqueamento (marcação) da pista, além de drenagem e supressão da vegetação nas áreas destinadas ao “bota-fora”. O canteiro foi montado pela empresa vencedora da licitação na altura do km 35 da rodovia. No entanto, por lá ainda não havia movimentação na manhã de ontem. As portas estavam fechadas e sem pessoas transitando na estrutura.

A justificativa do DER nestes oito meses foram as mais diversas. Começou a informação de que a rodovia passava por levantamento topográfico, e só três meses depois assumiu que faltavam licenças ambientais dos órgãos competentes. Quando conseguiu estes documentos, passou a dizer que era necessária a imissão da área que seria utilizada como bota-fora.

O edital prevê a duplicação entre os quilômetros 32 e 39, com a implantação de barreiras de concreto, que vão dividir as faixas. Serão construídos dois viadutos para acesso, ambos no quilômetro 32, além de implantar quatro passarelas, nos Kms 33, 35, 37 e 38. O investimento para execução do projeto está estimado em R$ 121,9 milhões. A obra será financiada pelo Banco Mundial – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

A tão sonhada duplicação do trecho final da Mogi-Dutra é sonhada pelos usuários da via desde a entrega da obra na primeira parte, em janeiro de 2005. Mas, apenas em 2014 o projeto foi levado adiante. Os trabalhos foram anunciados pela primeira vez no início daquele mesmo ano com estimativa de investimento de R$ 149 milhões. O processo de concorrência foi aberto, mas revogado pelo DER em 2015 para atualização de valores.

Apenas quase dois anos depois, em janeiro de 2017, o edital foi reaberto e publicado no Diário Oficial, mas logo depois, a licitação teve nova suspensão, desta vez por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que, depois de avaliar o processo, liberou no final do ano a licitação vencida pelas empresas Construcap/Copasa.


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