TEMPORAIS

Após alagar, drenagem ajuda a remover água do Parque Centenário em Mogi

Trabalho de funcionários municipais e redução do nível do Tietê contribuem para melhoria do escoamento. (Foto: Henrique Campos)
Trabalho de funcionários municipais e redução do nível do Tietê contribuem para melhoria do escoamento. (Foto: Henrique Campos)

A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente informou ontem que funcionários da Prefeitura de Mogi estão trabalhando na drenagem da água que se acumulou no Parque Centenário na última sexta-feira, em decorrência da forte chuva, que elevou o nível do Rio Tietê na cidade.

Segundo a pasta, a área é uma várzea do manancial – um trecho mais estreito e sinuoso – e o acúmulo de água aconteceu devido ao chamado “efeito funil”, que consiste em chuva intensa registrada em curto período de tempo e pontos específicos. Isso provocou acúmulo de água onde estão instaladas três churrasqueiras, dois parques infantis, uma quadra poliesportiva e um conjunto de sanitários.

Apesar de a área ter ficado interditada, a Secretaria ressaltou que isso não impediu nem comprometeu o funcionamento do Parque Centenário. “Há sistemas de drenagem que auxiliam no trabalho de escoamento da água, como por exemplo, nas churrasqueiras situadas aos fundos do parque. Caso isso ocorra novamente, a Secretaria manterá este protocolo de atuação”, trouxe a nota enviada a O Diário.

A parte onde a água ficou acumulada precisou ser isolada, com fitas amarelas, para chamar a atenção dos frequentadores a fim de que não a utilizassem. No entanto, como o parque conta com outras áreas, a interdição não afetou a rotina do local. No sábado, a reportagem de O Diário esteve no local e encontrou o Centenário em pleno funcionamento.

O Parque Centenário de Mogi foi fundado em 28 de junho de 2008. Ele está inserido na Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê. Em alguns trechos das margens do rio foram plantadas mudas nativas visando restaurar a mata ciliar existente e também o enriquecimento florestal. O parque possui ainda extensa trilha que margeia a faixa de preservação permanente do rio, também por possuir áreas de playground, museus e áreas cobertas para eventos, possibilitando maior integração entre a comunidade e o parque urbano. Da avifauna encontrada, existem 86 espécies como quero-quero, anus, sabiás, saíras, socós e garças, entre outras.