NA PANDEMIA

Após atraso, obras de duplicação da rodovia Mogi-Dutra seguem ritmo acelerado

EMBALADOS Várias frentes de trabalho com homens e máquinas executam as obras de duplicação em trecho de 7,5 quilômetros da Mogi-Dutra. (Foto: Natan Lira)

A pandemia do novo coronavírus não afetou o ritmo das intervenções para a duplicação do trecho final de 7,5 quilômetros da rodovia Mogi-Dutra (SP 088), entre Mogi das Cruzes e Arujá. As obras avançam e mostram as faixas adicionais abertas em quase toda a extensão da via. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), após ser atrasada em dez meses, de janeiro para novembro deste ano, o prazo de entrega está mantido.

Para o motorista que segue de Mogi para Arujá, na altura dos quilômetros 39 até o 38, a pista já está aberta, ainda que não tenha sido finalizada a pavimentação. No trecho seguinte, havia um grande morro ao lado direito que exigiu a retirada de muita terra e vegetação, mas a nova passagem de veículos já está pronta, à espera dos ajustes finais.

Do quilômetro 37 ao 36, a nova pista foi aberta e recebe o asfalto. No 37 haverá ainda um posto de pesagem para os veículos de carga, onde toda a parte de fundação está pronta. Neste trecho há também o local conhecido como “curva da morte”, palco de diversos acidentes, dada a sinuosidade do desenho, que agora parece ter sido refeito e oferece menos riscos ao motorista.

MUDANÇA Quem passa pela Mogi-Dutra observa o ritmo da obra que deveria ter sido entregue em janeiro. (Foto: Natan Lira)

A estrutura para uma passarela antes de chegar no 35 está montada do lado direito. Mais à frente, onde tem o acesso para a Estrada Municipal, a nova pista, que foi aberta com a passagem de um viaduto, começou a ser usada, enquanto a antiga passa pela abertura da parte de baixo, onde será permitido o motorista fazer o retorno.

No quilômetro 34 há uma grande retirada de terra. Desde ponto em diante, até a rotatória do 32,5 quilômetro, não há qualquer intervenção em andamento.

Em nota, o DER informa que as obras de duplicação da SP 88 estão em andamento. Já foram executadas etapas como terraplanagem, muros de contenção, implantação da fundação de barreira News Jersey no eixo da pista, concretagem das vigas das passarelas, além de execução de guias, sarjetas e calçadas. Foram também iniciados os serviços de implantação do viaduto sobre a linha férrea, km 38,7.

As próximas fases incluem tubulações do viaduto do km 38,7, revestimento asfáltico, lançamento das vigas dos viadutos, restaurações, cravação das estacas pré-moldadas do viaduto do km 35, entre outros.

“Lembrando que, em razão da pandemia, a empresa contratada foi orientada a seguir todos os padrões de limpeza e higiene para evitar a disseminação da doença e garantir a segurança de todos os colaboradores. A previsão de entrega é novembro deste ano”, pontuou.

A duplicação do trecho final da rodovia é esperado desde janeiro de 2005, quando foi entregue a parte inicial, que vai de Mogi até o entroncamento com a rodovia Ayrton Senna. Depois de idas e vindas, a obra foi anunciada pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB) em dezembro de 2017 para início no mês seguinte e com prazo de 24 meses, a ser concluído em janeiro deste ano. No entanto, os serviços tiveram início apenas em setembro de 2018, sob justificativa da necessidade de licenciamento ambiental.

Volta Fria

Previsto para ser lançado até o final do primeiro trimestre deste ano, o pacote de pavimentação de vias vicinais estaduais, o qual incluía a duplicação e asfalto da estrada e a reconstrução da Volta Fria, em Mogi das Cruzes, está suspenso. Segundo a Secretaria de Estado de Transportes e Logística, a suspensão do contrato foi uma das medidas adotadas, diante da pandemia da Covid-19, em que algumas obras planejadas foram postergadas porque os recursos emergenciais tiveram de ser destinados para conter o avanço da doença.

Em 8 de fevereiro completou um ano que o titular da pasta estadual, João Octaviano Machado Neto, visitou a via na companhia do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) e prometeu a duplicação dos 7,5 quilômetros da estrada. Os moradores relatam que alguns levantamentos topográficos foram realizados, mas nada além disso.

Desde 2014, a ponte que ligava a Estrada à Jundipeba, que era o bairro de referência para os moradores locais, foi interditada para grandes veículos. Ônibus de passageiros e estudantes não transitam mais por ali, obrigando moradores a andarem quilômetros a pé, ou pegar duas passagens para acessar os serviços de saúde e educação. No tempo seco, a poeira sobe com a passagem dos carros. Na chuva, a lama impera.

Em 1980, o Governo do Estado iniciou a reconstrução da ponte, abandonada logo depois da contratação de uma empresa. Além de dar a dignidade e segurança a quem mora na Volta Fria, a pavimentação irá retirar a passagem de caminhões de rotas como Braz Cubas.


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