INQUÉRITO

Após denúncia, Ministério Público apura qualidade da água em Mogi

SANEAMENTO MP apura denúncia sobre problemas como a coloração do líquido e o funcionamento de estação. (Foto: arquivo)

Após denúncia, Ministério Público de Mogi das Cruzes instaurou um inquérito civil para apurar a qualidade da água distribuída pelo Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). Na semana passada, técnicos do MP vistoriaram a Estação de Tratamento de Água, localizada no Centro. Segundo o promotor de Justiça, Leandro Lippi Guimarães, o processo responde a queixas sobre o produto distribuído e procedimentos na lavagem dos filtros da ETA Centro. Um relatório técnico sobre a vistoria está em elaboração. Somente após isso será possível determinar os próximos passos da investigação, bem como possíveis cobranças.

Reclamações de populares sobre a coloração do líquido após a interrupção do fornecimento motivaram a apuração. O Semae, por meio da assessoria de Comunicação garante que a qualidade do produto distribuído a 439.154 mil pessoas atende à portaria de número 5, do Ministério da Saúde, sobre a adequação para o consumo humano.

Um conhecido problema está ligado à antiguidade da canalização da cidade. Dos cerca de 1.151 quilômetros de rede de distribuição, cerca de 70%, segundo o Semae, possuem mais de 30 anos. Essa condição provoca o carregamento de substâncias mais pesadas que se acomodam nos tubos e são notadas pelo consumidor após operações que obrigam a interrupção e a religamento do sistema. É quando a água amarelada ou com algum odor reforça os sinais de alerta sobre qualidade do que sai das torneiras e é pago pelo cliente da autarquia. Não só para o consumo, mas para obrigações cotidianas, como lavar a roupa e louças.

Segundo o promotor essa questão e outras serão averiguadas e deverão surgir respostas também sobre os relatórios mensais sobre a potabilidade da água, disponíveis no link da transparência pública, no site da Prefeitura.

Resposta

O Semae informa que a troca total das redes antigas é complexa pelo fato desse parque de distribuição estar localizado em áreas consolidadas e de grande densidade populacional, como a região central, Vila Oliveira, Mogilar e Alto do Ipiranga. Esses pontos, aliás, foram os primeiros a receberem a canalização de água e de esgoto.

A autarquia afirma que providencia as respostas aos questionamentos feitos pelo MP. E reforça que tem planos de reformar a ETA Centro em etapas, em um investimento de R$ 21,1 milhões, anunciado no ano passado, e projetado para melhorar a capacidade de operação. Afirma também que a melhoria do sistema depende de outros investimentos, que são realizados em reformas, ampliações de estações e intervenções como as que visam reduzir as perdas.


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