DEMANDA

Após suspensão no atendimento na maternidade da Santa Casa de Mogi, secretário Estadual de Saúde diz que vai transferir gestantes

ESTRATÉGIA Durante a visita a Mogi, secretário Germann Ferreira promete vagas em três outros hospitais. (Foto: Eisner Soares)

Como alternativa para a suspensão no atendimento na maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, o secretário de Estado de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, divulgou ontem em visita à cidade, que disponibilizou o atendimento às gestantes nos hospitais de Ferraz de Vasconcelos, Guianases e São Matheus, na zona leste da capital. A unidade enfrenta quadro de superlotação na maternidade e na UTI Neonatal por isso restringiu o recebimento apenas dos casos de urgência e emergência.

Ontem, a unidade atendia 34 bebês no UTI Neonatal, que dispõe de 25 leitos, e 51 gestantes nos 38 leitos disponíveis. Segundo o hospital, a situação amenizou em relação à quarta-feira, mas continua critica. Apenas uma gestante foi transferida e o hospital continua aguardando mais vagas.

“Nós estamos aqui para ajudar. A nossa diretoria regional já estabeleceu três hospitais para suporte para dar atendimento às parturientes. Os coordenadores dos hospitais deram ok, então agora é conversado com a Secretária de saúde para montar o processo desse atendimento”, disse o secretário José Henrique Germann Ferreira.

Além disso, ele divulgou que foram inaugurados ontem, no Hospital Regional de Ferraz, 11 leitos de UTI pediátrica. A ala foi solicitada pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). “Lá tinha um problema de vazamento, fizemos a reforma e possibilitou essa UTI pediátrica”, destacou.

O prefeito Marcus Melo (PSDB) falou que a suspensão do atendimento tem como objetivo garantir a segurança dos pacientes. Com a superlotação, os riscos de infecção hospitalar aumentam.

“A Prefeitura deixou uma ambulância na Santa Casa para em caso de uma eventualidade. Todos os partos estão sendo verificados. É importante essas gestantes terem o pré-natal correto. Nós temos o programa Mãe Mogiana, que faz todo o diagnóstico e acompanhamento dessas mulheres”, destacou.

A solução para a superlotação na Santa Casa será a entrega da maternidade municipal, em Braz Cubas. As obras foram iniciadas, mas dependem de recursos financeiros. “A gente tem que conviver com essa questão no momento. Nós dependemos de recurso financeiro e estamos buscando ajuda do governo do estado e federal e o próprio município tenta se ajustar. Se a gente conseguisse acelerar, seria uma situação que vai otimizar o atendimento às gestantes na cidade”, explicou.

Farmácia de Alto Custo terá outro endereço

A Farmácia de Alto Custo de Mogi das Cruzes foi a unidade escolhida pelo secretário de Estado de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, para visitar ontem. Todos os meses, ele conhece como o serviço funciona nos demais prédios existentes em São Paulo. Segundo ele, foram identificados no local problemas físicos, de recursos humanos e no atendimento, devido à grande demanda. Por conta disso, em parceria com a administração municipal, o serviço deverá ser transferido para outro endereço que melhor acolha os pacientes. Nas últimas semanas, as filas formadas em frente à unidade começaram a chamar a atenção.

Ferreira veio à cidade acompanhado de técnicos da Coordenadoria de Atendimento Farmacêutico (CAF), e se uniu ao prefeito Marcus Melo (PSDB), o deputado estadual Marcos Damásio (PL), o presidente da Cãmara Municipal, vereador Rinaldo Sadao Sakai (PL) e o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD). Eles visitaram o prédio e depois se reuniram no gabinete do prefeito.

Após o encontro, o secretário divulgou ainda que a Farmácia de Alto Custo de Mogi poderá contar com o serviço de agendamento para a retirada dos medicamentos, o que otimizaria o atendimento. “Hoje nós estamos com os estoques em dia, mas isso não basta, temos que melhorar o atendimento presencial. Trabalhamos para que a pessoa possa agendar o seu pedido e retirar o medicamento no dia, assim como trabalhamos na farmácia da Maria Zélia (na capital)”, destacou.

O secretário também comentou que ainda não há definição sobre como será a ampliação do Hospital Luzia de Pinho, no Mogilar. “Vamos começar a fazer este estudo. Vamos descobrir qual é a necessidade para apontar qual é a solução. O Luzia de Pinho Melo é um problema nosso, temos que dar uma solução, seja na melhoria de processo, ampliação, ou o que for. Aquilo que houver a necessidade vamos partir para uma solução. ”, divulgou.

Sobre a necessidade de instalação de um heliponto na unidade, para ter uma resposta ainda mais rápida nos atendimentos com o helicóptero Águia, que hoje leva o paciente até o Corpo de Bombeiros do Shangai e de lá a vítima segue de ambulância até o Luzia, ele ratificou que essa é a única opção para a cidade.

Suzano

No âmbito regional, o assunto foi o Hospital das Clínicas de Suzano. O secretário disse que a segunda parte do prédio que está em obras deverá ser finalizada até o mês de março. Após a unificação com a primeira etapa, já concluída e em funcionamento, a unidade deverá ser o Hospital Regional de Suzano.

“O conselho da Faculdade de Medicina do Hospital das Clínicas concorda com essa transferência para um hospital regional, em parceria também cedemos alguns leitos para o Hospital das Clínicas, para os pacientes de retaguarda, porque essa é a função desse unidade desde a sua abertura. Quanto à questão de ser de porta aberta ou fechada, nós temos que trabalhar em rede, com o mínimo de porta aberta possível”, detalhou.

Por fim, o secretário falou sobre a fila de espera para a realização de procedimentos ortopédicos e de menores permanência, como hérnia, vesícula, entre outros. “Nós estamos fazendo uma parceria com a Unimed, para ver se dentro do Corujão, a gente atende essa fila, porque hoje os hospitais não dão conta. Se Deus permitir, junto com a Unimed, vamos acabar com essa fila”, garantiu.


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