DE QUARENTENA

Após testar positivo para a Covid-19, prefeito de Mogi, Marcus Melo, se prepara para retomar atividades

ALERTA Marcus Melo destaca preocupação com aumento do número de casos de Covid-19. (Foto: arquivo)

O prefeito Marcus Melo (PSDB) se prepara para retornar às atividades normais nos próximos dias. Ele chega hoje ao 13º dia de quarentena, isolado na casa dele, com a mulher e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Karin Melo, os dois filhos – Guilherme, de 25 anos, e Fernando, 21 -, e o sobrinho Raphael Melo. Todos testarem positivo para a Covid-19.

O chefe do Executivo, nesta entrevista a O Diário fala sobre a experiência do isolamento e a preocupação com a elevação do número de contaminados e o avanço da pandemia na cidade. Hoje, às 9 horas, ele participará de videoconferência agendada pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) com a Secretaria de Estado da Saúde para solicitar mais suporte e recursos para ampliação de leitos de UTI e respiradores a toda a região.

Como está a evolução do quadro clínico desde que testou positivo para a Covid?

Estou me sentindo bem melhor nesses últimos dias. A tosse diminuiu bastante, mas ainda sinto muita dor de cabeça, que vai e volta. Estamos em cinco pessoas com a Covid em casa. Meus dois filhos testaram positivo, além de um sobrinho que veio ficar com a gente depois que contraiu o vírus. Mas todos estão bem, com sintomas leves da doença. Mesmo assim, estamos fazendo os exercícios respiratórios e medindo a oxigenação mais de uma vez por dia.

Já está se preparando para o fim da quarentena?

Deve acabar nesta semana, mas preciso passar por um novo exame para avaliação médica, antes de retornar às atividades. Mesmo assim, já estou em contagem regressiva. Existe muita preocupação porque essa doença se manifesta de forma diferente em cada pessoa, e por isso é preciso estar atento. O desejo é de que todos da família passem a constar na lista dos curados.

Com está sendo essa experiência de passar a quarentena em casa?

É muito ruim por não poder sair de casa, mas também é bom estar com a família. É um misto de preocupação pela função de ser prefeito e querer estar na linha de frente em todas as ações, mesmo estando o tempo todo em contato com os secretários. Em casa com a família está sendo ótimo. É difícil ficarmos todos reunidos, porque os filhos estudam e trabalham. Agora estamos conversando mais, trocando ideias. Acho que um contato mais próximo fortalece os laços familiares.

Ficou com medo de ter complicação no quadro de saúde por causa da Covid-19? Ou acha que é uma simples gripezinha?

Não é uma simples gripe. É muito mais complicado. Não vou falar que não tive medo porque não seria transparente da minha parte. Ficamos todos apreensivos e ainda estamos atentos a tudo. Não é possível prever como será a evolução da doença em cada pessoa.

O município está prevendo aumento no número de casos partir dessa semana?

Já estamos tendo elevação nos casos. Hoje (ontem) estamos com 36 internados na enfermaria que tem um total de 57 vagas; e 16 pacientes na UTI do Hospital Municipal, que dispõe de 35 leitos. Estamos chegando aos 50% de ocupação. Acredito que os próximos dias serão preocupantes, se considerarmos os números de São Paulo, porque Mogi tem uma diferença de 14 dias com relação à Capital. O Hospital Luzia de Pinho Melo, que é do Estado, já está no seu limite máximo. A Prefeitura está colaborando, recebendo pacientes de lá no Municipal para evitar sobrecarga e para manter vagas abertas no Luzia.

Já tem alguma previsão para a abertura do Hospital de Campanha?

Está tudo montado, mas vamos aguardar o momento certo, porque quando começar a funcionar, já teremos que arcar com todo o custeio e até hoje estamos conseguindo atender dentro da nossa infraestrutura e está funcionando. Ele deve ser aberto quando tivermos com 70% da nossa capacidade utilizada.

Qual a pauta da reunião de hoje com a Secretaria de Estado da Saúde?

A reunião será as 9 horas, através de videoconferência agendada pelo Condemat com a participação do secretário José Henrique Germann. Vamos solicitar mais reforço para a saúde da região, discutir as necessidades dos municípios e saber qual o planejamento do Estado para encaminhar reforço para abertura de novos leitos de UTI e envio de respiradores, assim como a ajuda prometida pelo Governo Federal.


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