CRISE

Após um mês, maternidade da Santa Casa de Mogi permanece com excesso de pacientes.

TUDO IGUAL Sem o aumento dos leitos na maternidade, setor segue superlotado na Santa Casa de Mogi. (Foto: arquivo)

Um mês após o episódio de superlotação que obrigou a restrição do atendimento a gestantes, a maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes permanece com excesso de pacientes. Ontem, a unidade credenciada com 38 leitos pelo Sistema Público de Saúde (SUS), atendia 60 mulheres em situação de pré e pós-parto, além das que estão em tratamento. O setor neonatal cuidava de 32 recém-nascidos, sendo 14 internados para o recebimento de cuidados intermediários e 18 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A capacidade desses duas unidades é para assistir 15 e 10 bebês respectivamente.

Em 8 de janeiro passado, por causa da superlotação, o hospital considerado referência para gestantes de Mogi das Cruzes e Região anunciou o contingenciamento do atendimento por causa da superlotação. Quase 40 dias, a situação é similar. Segundo o médico Ricardo Bastos, diretor técnico do hospital, “a lotação permanece mas a situação melhorou por conta do Plano de Contingência que permanece em vigor”. Segundo ele, a procura pelos partos e por atendimentos especializados a recém-nascidos abaixo do peso ou com outras complicações de saúde é a mesma registrada antes da crise.

Desde 2015, o funcionamento da maternidade é marcado pelo excesso de pacientes. As soluções para o problema são a longo prazo como a ampliação da UTI e da maternidade da Santa Casa com prazo, um projeto já aprovado e previsto para ter início em abril, após o fim da reforma do Pronto-Socorro, e a construção da Maternidade Municipal, em fase inicial de obras, e que funcionará ao lado do Hospital de Braz Cubas.

De acordo com Ricardo Bastos, mais da metade das obras (60%) do Pronto-Socorro foram concluídas, mas o projeto ainda está em andamento – o que poderá mudar os planos de se iniciar a ampliação da maternidade dentro de um mês e meio.

Em janeiro, o grande número de internações gerou um auto de infração ao hospital mogiano, aplicado por técnicos da Vigilância Sanitária. Após isso, a Santa Casa apresentou os argumentos para a manutenção de tal procedimento.

O plano de restrição permanece em vigor.


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