EM OBRAS

Área central de Mogi das Cruzes ganhará nova praça em 2020

ANDAMENTO Parte da futura praça Diego Lemes Chavedar foi concluída pela empreiteira Fasul, que executa projeto da Prefeitura orçado em R$ 3,9 milhões. (Foto: Eisner Soares)

Quem tem passado pelas proximidades do Complexo Viário Tirreno da San Biágio, próximo à passagem de nível da Estação Mogi das Cruzes da CPTM, acompanha a construção da Praça Diego Leme Chavedar, que está com 30% do cronograma de serviços concluído. A previsão de término de toda a obra é até o final do primeiro semestre de 2020. O novo espaço conclui a revitalização da região entre o centro e o Mogilar. O nome da nova praça é uma homenagem ao filho do arquiteto João Francisco Chavedar, autor do projeto do acesso subterrâneo.

Na sequência, os trabalhos chegarão às praças Sacadura Cabral e Oswaldo Cruz, conforme prevê o projeto da Prefeitura. A empresa responsável por todas essas intervenções, um investimento de R$ 3.930.632,99, é a Fasul Pavimentação e Consultoria. Estão previstas áreas de estacionamento e a reorganização do sistema viário. Ainda assim, a prioridade dessas obras será atender aos pedestres.

Por isso, a nova praça contará com a readequação de passeio e instalação de pontos de ônibus, área de embarque e desembarque, ponto de táxi, reorganização do sistema viário, faixa de travessia elevada, espaço de atividades com arquibancada, monitoramento/wi-fi, estacionamento para carros e motos, bicicletário e cabines de energia.

Já a Sacadura Cabral receberá ponto de táxi, faixa de travessia elevada, áreas de embarque e desembarque, de carga e descarga, monitoramento/wi-fi, bicicletário e travessia de pedestres em nível. A nova Praça Oswaldo Cruz também terá faixa de travessia elevada e ponto de táxi, além de banca de jornal, bicicletário, área de carga e descarga e praça infantil

Ainda nesta última, estará instalada a base de monitoramento da Guarda Municipal e a rede wi-fi. A base da Guarda contará com recepção, espaço de monitoramento, copa, vestiários e local para guarda de equipamentos, com área total de 126,49 metros quadrados.

Todas essas intervenções fazem parte da construção do Complexo Viário Tirreno da San Biágio, que teve a primeira travessia subterrânea inaugurada em dezembro de 2016, enquanto a segunda passagem começou a receber o tráfego de veículos em fevereiro de 2018.

Passagem de carro e pedestre está menor

Quando as passagens subterrâneas do Complexo Viário Tirreno da San Biágio começaram a ser construídas, um dos principais receios dos comerciantes dos entornos do local era a diminuição no movimento de pessoas naquela região. Hoje, alguns deles acreditam que o problema realmente aconteceu, e ainda não sabem se a construção de uma nova praça, a Diego Leme Chavedar, será a solução.

Marina Quintanilha Batista é proprietária de uma mercearia na esquina entre as ruas Hamilton Silva e Costa e Engenheiro Gualberto. Ela conta que desde que o túnel foi construído, os pedestres começaram a utilizar mais a passagem de nível da Rua Doutor Deodato Wertheimer. Consequentemente, o número de clientes em seu comércio caiu e ela diz que não foi só em seu estabelecimento, mas que os outros comerciantes também reclamam da situação.

“Antes, as pessoas passavam mais por aqui, mas para atravessar pela linha do trem mesmo, porque aquela passarela que tinha ninguém usava. Ela não era segura, além de ser muito alta. Eu acho que a solução poderia ser a construção de uma passarela que realmente fosse útil. Isso sim iria fazer com que as pessoas passassem aqui com mais frequência”, comentou.

Já o proprietário de uma loja de variedades, Ronaldo Chavasco, opina que não sabe se a queda no movimento é realmente por conta da construção ou se é um problema com a economia nacional, já que muitos fornecedores também têm reclamado do cenário atual. Ainda assim, ele acredita que o que poderia ajudar por ali seria um número maior de vagas de estacionamento no local, onde estão previstos 21 novas vagas de carros e motos.

Uma preocupação dos comerciantes é que a nova praça se torne um ponto de uso de drogas. Por isso, pedem uma boa iluminação e o reforço da segurança por parte da Guarda Municipal. “Mas para dizer se vai ser bom ou não para nós vamos ter que esperar para ver como vai ser a movimentação. Eu acho que antes de fazer as coisas, a Prefeitura poderia ter nos consultado, ver o que achávamos bom”, disse Chavasco.

A família de Maria José das Neves é dona de uma padaria no local. Por lá, os clientes diminuíram depois da instalação do túnel. Ela nota que o número de pedestres e de carros por ali está menor. Como a praça Diego Leme Chavedar prevê a instalação de pontos de ônibus e táxi, ela acredita que isso possa ser uma solução para aumentar o movimento, porque as pessoas que chegam ou saem por ali passam pelo estabelecimento e acabam comprando alguma coisa.


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