MEIO AMBIENTE

Área da Volta Fria contaminada em 2010 por 180 mil litros de gasolina ainda está em fase de remediação

Um dos maiores desastres ambientais aconteceu em 2010 quando cerca de 180 mil litros de combustíveis vazaram na Volta Fra, ao lado do Rio Tietê. (Foto: Edson Martins)
Um dos maiores desastres ambientais aconteceu em 2010 quando cerca de 180 mil litros de combustíveis vazaram na Volta Fra, ao lado do Rio Tietê. (Foto: Edson Martins)

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) afirmou que a área da Volta fria que foi contaminada por 180 mil litros de gasolina em maio de 2010 ainda está em processo de remediação. À época, um duto da Transpetro foi rompido por uma máquina da Prefeitura que fazia a conservação da estrada, num dos maiores acidentes ambienteis registrados em Mogi das Cruzes.

Mauricio Machado mora próximo de onde a estrutura se rompeu. Segundo o morador, há pelo menos quatro meses os técnicos que acompanhavam a situação deixaram de frequentar o bairro. “O que apareceu aqui, tem um tempo, foi um segurança da empresa perguntando se a gente sabia onde estavam roubando combustível, mas foi só isso”, conta.

Segundo conta, agora ele não recebe mais água pelo caminhão do Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae).

Com o acidente, o solo de uma área de cerca de 5 mil metros quadrados foi contaminado, segundo um estudo feito por uma empresa contratada pela subsidiária da Petrobrás. O vazamento causou ainda a interdição de 11 casas pela Defesa Civil por causa do risco de explosão.

Segundo a Cetesb, logo após concluídos os trabalhos iniciais para controlar o vazamento e remover o produto lançado no terreno, todos os moradores retornaram às residências, com exceção de uma, já que o imóvel se encontrava de frente ao rompimento. A moradora precisou sair do local e se mudou por causa da contaminação.

Por meio de nota, o órgão ressaltou ainda que a Transpetro, responsável pelo duto, foi autuada com multa e obrigada a fazer adotar medidas que remediassem a contaminação do perímetro, que está nas proximidades da várzea do Rio Tietê.

No processo de remediação foi efetuada inicialmente a remoção do produto vazado do solo e na área de várzea, além da remoção do solo contaminado. Posteriormente, iniciou-se o processo de extração líquido-vapor, sendo efetuado monitoramento do procedimento.

Sobre a falta de técnicos no local, a Cetesb informou que na etapa atual de monitoramento, as intervenções não são contínuas. “Efetua-se uma intervenção por um período de tempo e, após, monitora-se a área e, caso necessário, efetua-se nova intervenção, até se atingir a meta determinada”, diz a nota.

A Transpetro informou que equipes continuam trabalhando no local, em alinhamento com os procedimentos determinados pela Cetesb para o gerenciamento da área impactada pelo vazamento.

A Prefeitura de Mogi esclareceu que houve uma ação judicial proposta pela Petrobras, em que a empresa cobra a Prefeitura pelos danos causados. A ação foi julgada parcialmente procedente em primeira e segunda instâncias. O Município recorreu ao Superior Tribunal de Justiça e aguarda decisão.
Quanto ao abastecimento, o Semae informa que forneceu água ao local apenas emergencialmente, durante um período determinado. A área em questão é atendida pela Sabesp.