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Artesp admite novo local para o pedágio, antes projetado para o km 45 da Mogi-Dutra

MOGI-DUTRA Decisão foi divulgada após o anúncio da manifestação programada para sábado e críticas a Doria. (Foto: arquivo)
MOGI-DUTRA Decisão foi divulgada após o anúncio da manifestação programada para sábado e críticas a Doria. (Foto: arquivo)

Após reportagem publicada neste jornal sobre críticas feitas nesta semana pela Câmara de Mogi ao governador João Doria (PSDB) e ameaças dos vereadores de fechar a Mogi-Dutra, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirma que vai rever o projeto de concessão de rodovias e propor uma nova localização para instalação da praça de pedágio, prevista inicialmente para ser construída no km 45 da principal via de acesso à cidade.

A informação foi confirmada ontem pela própria Artesp, em nota encaminhada a O Diário, como resposta à matéria publicada ontem mostrando a indignação dos parlamentares mogianos, que criaram uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para tentar impedir que a ideia prosperasse, mesmo que para isso fosse necessário ingressar com ação judicial ou bloquear a estrada para chamar atenção ao problema.

Ao citar a reportagem “Comissão de vereadores mogianos cobra a Artesp e critica Doria”, a agência diz que está ciente “das demandas e preocupações da região de Mogi e proporá uma nova localização para a praça, com tratamento tarifário diferenciado”. O órgão, no entanto, não informa qual seria esse novo local e nem quando vai decidir sobre a questão. A nota diz apenas que “com todas as possibilidades técnicas viáveis, que garantam segurança, investimentos e modicidade tarifária, os estudos serão finalizados de maneira a garantir a realização das obras previstas no programa”.

A polêmica que envolve o pedágio vem mobilizando diferentes entidades e lideranças da cidade, desde que a proposta foi apresentada durante audiência pública realizada pela Artesp, em outubro de 2019 para discutir o projeto de privatização das rodovias litorâneas, que envolvem a Mogi-Dutra e a Mogi-Bertioga.

Moradores dos condomínios e bairros próximos à Serra do Itapeti, que junto com entidades classistas do município criaram o movimento “Pedágio Não”, já realizaram várias manifestações e colheram assinaturas em toda a região para ampliar a adesão contra o projeto. Existe, inclusive um grande ato agendado para amanhã.

Porém, a agência só admitiu a mudança nos planos após os protestos feitos pelos vereadores, incomodados com a postura do governador, que durante encontro com o prefeito Marcus Melo (PSDB), na semana passada, disse que não poderia intervir nessa questão, deixando a decisão para a Artesp, mesmo sabendo que a proposta que provocar grande impacto aos cerca de 30 mil moradores que residem em bairros próximos à Serra, como também à economia do município.

Na sessão da última quarta-feira, o presidente da CEV, Mauro Araújo (MDB), criticou a postura de Doria ao dizer que população foi surpreendida com “a lavada de mão do governador, que está dando um passa moleque em toda a cidade”. Os colegas parlamentares fizeram coro e Antonio Lino (PSD) chegou a propor o fechamento da via para chamar atenção do governador.


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