MOVIMENTO

Artesp avança estudos sobre instalação de pedágio em Mogi das Cruzes

COMUNIDADE Moradores acompanham ações da Artesp, como a contagem de veículos em estradas da região. (Foto: arquivo)
COMUNIDADE Moradores acompanham ações da Artesp, como a contagem de veículos em estradas da região. (Foto: arquivo)

Representantes do movimento Pedágio Não deverão se reunir, virtualmente, com a nova direção da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) nos próximos dias. A data do encontro – intermediado pelo deputado estadual Marcos Damásio (PL) – poderá ser divulgada hoje. Na reunião, o grupo promete destacar, de forma aprofundada, argumentos estudados nos últimos meses que evidenciam a “inviabilidade técnica” da instalação de uma praça de cobrança às portas do município, proposta apresentada no projeto de concessão Lote de Rodovias do Litoral Paulista em outubro último. Esse plano não foi descartado, segue em análise. Tanto que os levantamentos continuaram sendo feitos durante a quarentena.

“Muitas pessoas acreditam que a ideia de instalar um pedágio em Mogi foi abandonada, mas ela segue viva. Enquanto a pandemia de Covid-19 limita a realização de manifestações populares, a Artesp joga uma espécie de partida de xadrez conosco. O órgão, que antes parecia recuar, agora aproveita para evoluir os estudos a passos largos”, opina um dos lideres do movimento, Paulo Bocuzzi.

Uma das provas disso, alerta a liderança, é o avanço da contagem de veículos feita na Mogi-Dutra. “O aparelho já percorreu toda a rodovia e recentemente foi levado para a via perimetral, em Mogi, em direção a Bertioga, onde também foram instalados avisos sobre a contagem”, pontua Bocuzzi. Há 10 dias, Damásio protocolou um ofício ao Estado solicitando detalhes sobre este sistema e o estudo em andamento, mas não recebeu respostas.

Ele reforça que apesar de a Artesp ter admitido, as vésperas de uma manifestação do grupo, que não instalaria uma praça de pedágio no KM 45 da Mogi-Dutra, a ideia continua. “A chance é que eles apenas mudem um pouco o local, mas os prejuízos continuam, para toda a população e região”, opina.

Segundo boatos, o novo local cotado para a praça de cobrança “seria entre a entrada dos condomínios Aruã e Suzano e a Ayrton Senna”. Uma nova localidade ainda não confirmada oficialmente pela Artesp.

Paulo volta a lembrar que não sou poucos os argumentos técnicos e sociais contra a instalação de um pedágio em Mogi. “Nossa mobilização permanece forte, recentemente tenho percorrido bairros da região da serra e é visível que um pedágio, além de injusto já que a rodovia não receberia novos investimentos, afetaria milhares de famílias por décadas, dividindo a cidade, encarecendo todos os tipos de produto e afastando investimentos, entre outros”.

Novidade

Antes da pandemia, o Pedágio Não se reuniu com o então secretário-executivo da Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo, Milton Persoli – que no mês passado assumiu a diretoria da Artesp, em uma nova troca de cadeiras do órgão. Na ocasião, ficou acordado que o então secretário faria uma visita a Mogi das Cruzes, porém, o encontro foi desmarcado porque havia suspeita que Persoli estava com a Covid-19.

Em nota a O Diário, a Artesp informou que o projeto de concessão agora está em fase de refinamento dos estudos, que contemplam análise de tráfego, análise sócio-ambiental, estudos de engenharia, modelagem econômico-financeira. “Após a finalização, as informações serão divulgadas”, diz, porém sem apresentar um prazo.


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