APÓS TEMPORAL

Árvore cai e destrói telhas do casarão dos Duque, em Mogi

aconteceu A queda de árvore em cima de parte do telhado do Casarão dos Duque integra o lamentável quadro de deterioração do imóvel em processo de tombamento como patrimônio histórico. (Foto: Elton Ishikawa)

O que era ameaça durante a tarde de ontem, tornou-se fato logo após o temporal do mesmo dia. Uma grande árvore que apresentava todos os sinais do envelhecimento caiu sobre uma telhado do Casarão dos Duque como vizinhos temiam. Algumas telhas foram arrancadas.

Informada por O Diário, na tarde de ontem, a professora Luci Bonini, presidente do Conselho do Patrimônio Histórico (Comphap) disse que o acidente seria comunicado à Prefeitura, que deveria oficiar o caso à Justiça e aos proprietários do imóvel.

O abandono e a falta de cuidados técnicos com a estrutura do imóvel em processo de tombamento como patrimônio histórico municipal foram tema de uma reportagem em nossa edição de ontem. Para apresentar os desdobramentos das cobranças judiciais feitas aos atuais donos do imóvel, a empresa Sotto Teixeira de Engenharia e Incorporação Ltda, novas fotografias foram feitas da antiga fazenda de café construída no século XIX e localizada na Rua Dr. Deodato Wertheimer.

Ainda de pé, a grande árvore já seca, sem nenhuma folha, chamava a atenção. Era alta; cerca de 17 metros.

Na tarde de terça-feira, um dos vizinhos do lugar, o arquiteto José Reinaldo Stilhano Gomes, alertara ao fotógrafo sobre as condições de algumas das árvores, como a em questão, que acabou não suportando o peso dos ventos e da chuva e desmontou-se em cima de uma parte do telhado, que já vinha sofrendo com a falta de telhas há alguns anos.

A falta de providências para preservar o antigo casario é objeto de uma decisão judicial do juiz Bruno Miano, da Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes. Acionado pela Prefeitura, ele deferiu uma liminar exigindo que os responsáveis pelo imóvel isolassem o casarão, justamente para preservá-los de novas avarias.

O Comphap retomou o processo de tombamento após o descumprimento de acordos firmados com antigos proprietários.

A situação do lugar é inusitada. A própria vizinhança comprou e instalou um cadeado no portão para tentar impedir invasões de terceiros.

Mas o tempo, a força da natureza, tem rito próprio. Age primeiro do que a lei.


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