EDITORIAL

As velhas estações

Há oito anos, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) dá a mesma resposta sobre a reconstrução da Estação de Mogi das Cruzes, e também das três outras Jundiapeba, Braz Cubas e Estudantes. Não há prazo para a execução do projeto que irá compatibilizar os terminais ao desenho dos demais existentes na malha ferroviária entre São Paulo e Suzano, e acabar com problemas como o vão entre o trem e a plataforma. Todas as estações foram requalificadas, modernizadas. Menos as de Mogi das Cruzes.

Na campanha eleitoral, o governador João Doria reconheceu a necessidade de atender ao pedido. Mas ainda não há indícios concretos sobre quando e como isso acontecerá. A promessa sobre a reconstrução da Estação Mogi das Cruzes foi feita enquanto era planejado o Complexo Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio, e o fim da passagem de nível. Isso caminha para completar uma década.

O tema volta à tona com uma cobrança iniciada por vereadores. Sem pressão, Mogi continuará com suas velhas estações. Ano passado, o prefeito Marcus Melo cobrou a inclusão da obra no orçamento estadual.

Interessa à Cidade, é bom destacar, a revitalização plena das estações que receberam alguns itens de acessibilidade não por iniciativa da CPTM, mas por imposição do Ministério Público de São Paulo. As reformas emergenciais não satisfizeram as expectativas porque não acabaram com problemas como o desnível entre as plataformas e as composições, o que causa quedas e acidentes com passageiros.

Mogi sempre apoiou os governos tucanos nas eleições. Mas a cidade é excluída dos planos de investimentos da CPTM. Aliás, vinha sendo tratada assim também por seus responsáveis operacionais. Essa é a conclusão que se tira após a ampliação dos horários sem a baldeação em Guaianases, adotada nas primeiras semanas do governo João Doria. A rapidez com que os técnicos conseguiram ampliar a grade de horários sem a troca insegura e insensível dos trens sugere que havia uma má vontade com os passageiros da Região do Alto Tietê. A promessa é avançar ainda mais e acabar de vez com a baldeação, ainda neste primeiro semestre.

É aguardar para conferir se o governador João Doria conseguirá apagar os últimos anos de descaso com a cidade.