EM 2020

Assistência Social de Mogi teme corte de verba

A Secretaria Municipal de Assistência Social poderá reduzir os repasses financeiros a entidades no ano que vem em função da diminuição dos recursos federais liberados pelo Ministério de Desenvolvimento Social. O governo federal anuncia um corte de 60% nos repasses previstos para o ano que vem.

A preocupação foi compartilhada pela secretária municipal de Assistência Social, Neusa Marialva, aos vereadores ontem, durante audiência púlbica.

A pasta teve um orçamento de R$ 35,4 milhões em 2019. Em 2020, no entanto, o valor poderá ser menor. A Prefeitura foi notificada sobre a possibilidade de corte pelo Conselho Nacional de Assistência Social, após enviar uma proposta de orçamento para 2020.

“É desafiador o momento. Se a gente tinha um nível de contribuição, donativos e participações a redução está sendo drástica. É um novo momento que a gente vai ter que pensar, repensar e se reorganizar”, disse Neusa Marialva.

De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento Social, somente em recursos federais para o ano de 2019, até o momento, foram repassados R$ 2.649.665,35 para Mogi das Cruzes (na área de Assistência Social).

Os recursos mantêm a rede de assistência formada pelos CRAS,os Centros de Referência da Assistência Social de Jundiapeba 1 e 2, Jardim Layr, Vila Brasileira, Centro, Vila Nova União e César de Souza.

A Secretaria de Assistência Social é formada por 200 colaboradores e 28 estagiários. São assistidas 47.207 famílias estão inscritas no CadÚnico do Governo Federal, o que equivale a aproximadamente 120 mil pessoas. Dessas famílias, mais da metade (25.833) são atendidas pelo Programa Bolsa Família. Já no Benefício de Prestação Continuada – BPC atendem 8.292 pessoas. Somados, o Bolsa Família e o BPC e outros programas representam o repasse mensal de R$ 13,9 milhões.

 Nos serviços de acolhimentos estão 120 crianças e adolescentes; 191 pessoas em situação de rua; 102 idosos e 6 mulheres vítimas de violência.


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