DISCUSSÃO ADIADA

Associação da Vila Oliveira espera que prefeitura faça estudo sobre impacto da mudança no zoneamento

Associação de moradores da Vila Oliveira quer manter o bairro estritamente residencial. (Foto: Silvia Chimello)
Associação de moradores da Vila Oliveira quer manter o bairro estritamente residencial. (Foto: Silvia Chimello)

A Associação dos Moradores da Vila Oliveira e Adjacências (AMVOA) recebeu positivamente a notícia do cancelamento, por parte da Prefeitura de Mogi, da audiência pública que estava agendada para o dia 22 de fevereiro para tratar de mudanças no zoneamento do bairro. Eles questionavam a Administração Municipal sobre a falta de estudos técnicos que trouxessem conteúdo para debater a alteração e, agora, esperam que neste período, seja realmente realizado um levantamento sobre os impactos que a mudança pode causar ao bairro.

No comunicado sobre o adiamento da audiência, a Procuradoria-Geral de Mogi ressaltou que a Secretaria de Planejamento fará outros estudos técnicos e, após essa etapa, deverá decidir se a Prefeitura vai ou não dar seguimento à elaboração do anteprojeto de lei que altere o zoneamento da Vila Oliveira.

O diretor da Associação, Paulo Ernani Bergamo dos Santos, explicou que eles estavam se preparando para a audiência, mas sabiam que não teriam conteúdo a ser discutido, porque estava faltando a Prefeitura apresentar um estudo detalhado e técnico, com aspectos de impactos causados com as alterações propostas.

“Antes de ter qualquer mudança, eles são obrigados a demonstrar os aspectos positivos e negativos, quanto vai aumentar a poluição, o tráfego de automóveis, como que fariam para melhor a infraestrutura para se adequar a essa modificação, quanto que os nossos imóveis iriam se desvalorizar, o que fariam em relação ao saneamento básico, a segurança, já que haveria muito mais pessoas circulando lá”, pontuou Santos.

O diretor contou ainda que a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes (Aeamc) fez um estudo que aponta diversos pontos que impossibilitam a mudança no zoneamento do bairro. “A nossa expectativa é de que a Prefeitura desista de fazer essa modificação. Porque ela já foi rechaçada pela grande maioria dos moradores do bairro. O que eles devem fazer é melhorar o local, que está com o asfalto esburacado e sem segurança”, disse.

A proposta inicial da Prefeitura era levar para o bairro atividades varejistas, de gestão e atendimento. A primeira está ligada ao comércio de produtos alimentícios – minimercados, mercearias e armazéns, estabelecimentos de variedades, padaria e confeitaria, livros, jornais e revistas, artigos de papelaria, discos, produtos farmacêuticos, artigos do vestuário e acessórios, calçados, joalheria, relojoaria, souvenirs e artesanatos, plantas e flores naturais.

Enquanto a segunda ideia era oferecer atividades de informática e escritórios e prestação de serviços de tecnologia, agências de notícias, imobiliárias, entre outras. O setor de atendimento prevê a instalação de consultórios médicos, clínicas dentárias, laboratórios, restaurantes, escolas, cabeleireiros, condomínios residenciais e instituições de longa permanência para idosos, laboratórios clínicos e outros serviços.


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