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Até o bispo na campanha “Fica Itaú”, de Poá

SINAIS A crise traz duros efeitos para a economia da cidade. Senão, como explicar o enorme prédio vazio na esquina das ruas Braz Cubas e Coronel? (Foto: Eisner Soares)
SINAIS A crise traz duros efeitos para a economia da cidade. Senão, como explicar o enorme prédio vazio na esquina das ruas Braz Cubas e Coronel? (Foto: Eisner Soares)

D. Pedro interferiu junto a vereador da Capital para manter o banco na cidade

Enquanto a manifestação realizada pela Associação Comercial de Poá teria reunido, segundo os organizadores, cerca de 5 mil participantes a favor da manutenção naquela cidade de uma unidade empresarial do Banco Itaú, cujos impostos seriam responsáveis por 40% do orçamento do município, continua sendo aguardada alguma manifestação favorável de parte da instituição, que permanece num compreensível silêncio. Afinal, é bem provável que em toda a história recente do banco, jamais tenha conseguido uma publicidade espontânea tão favorável quanto essa, promovida pelos poaenses para impedir que o Itaú deixe o município, após alterações promovidas na Lei Federal do ISS que modificou o sistema de recolhimento do tributo, em vigor até 2017. Com um percentual bem abaixo de outras cidades, Poá conseguiu atrair grandes empresas que mantinham algum tipo de representação em seu território para se beneficiarem do baixo ISS cobrado pela cidade. A mudança foi suspensa na Justiça, mas dificilmente tal situação voltará a ser o que era antes. Por isso, e também pela ação de uma CPI da Câmara de São Paulo, que pressiona o banco, o Itaú estaria antecipando sua saída do município, para desespero das autoridades poaenses, que acabaram criando a campanha “Fica Itaú”. Pois em meio tantas manifestações, não é que até o bispo diocesano de Mogi, dom Pedro Luiz Stringhini, acabou entrando na história? Pois ele é o signatário de um documento, em nome da Diocese, encaminhado ao presidente da CPI paulistana, vereador Ricardo Nunes (MDB) – por meio do vice-prefeito de Mogi, Juliano Abe, também do MDB – onde pede atenção do político para o “estado de carência e hipossuficiência” da “pequenina cidade de Poá”, segundo menor município do Estado (17 km²), com uma população superior a 120 mil habitantes. Na carta, o bispo faz referência ao Jardim S. Francisco, bairro de extrema carência, que “anseia por saneamento básico, moradia e todo tipo de assistência social e de saúde”. O bispo diz que o município não conseguirá atender a tantas necessidades, “caso o Itaú saia do município, pois a receita tributária sofrerá perda de quase 40%”. O religioso pede ao vereador para “rever a situação da cidade e, talvez, encontrar um meio para não prejudicar tanto uma população tão carente”. O documento é datado de 26 de junho e, pelo visto, pelo menos até agora, ainda não surtiu o efeito esperado. Mas o movimento prossegue…

Lives

A exemplo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o prefeito de Mogi, Marcus Melo (PSDB), promoveu uma live (transmissão ao vivo pela internet), via Facebook, na tarde da última quarta-feira. Junto com o secretário e coronel Paulo Roberto Madureira Sales, a conversa girou em torno dos investimentos no setor da Segurança Pública, via da Guarda Municipal e sistemas de câmeras de vídeo, entre outros. Foi a segunda intervenção desse tipo, ainda em fase de ajustes, que o prefeito pretende repetir, a cada 15 dias, sempre às quartas, a partir das 18h30.

Votos

Os dois deputados federais da região do Alto Tietê, Marco Bertaiolli (PSD), ex-prefeito de Mogi, e Marcio Alvino (PL), ex-prefeito de Guararema, votaram favoravelmente ao projeto de autoria do governo federal que prevê mudanças nas regras de aposentadoria, aprovado por 379 votos a 131, na tarde/noite de quarta-feira, pela Câmara dos Deputados. Outro parlamentar da região bem votado em Mogi no pleito passado, Alencar Santana (PT), político originário de Guarulhos, seguiu a linha de seu partido e votou contra o projeto.

O Antagonista

Nota divulgada, nesta semana, no site O Antagonista, de jornalismo político e investigativo: “Jair Bolsonaro continua mantendo contato com um dos principais caciques do Centrão: Valdemar Costa Neto, chefe do PL, o antigo PR”.

Ralf Campos

A Câmara aprovou projeto de autoria do vereador Protássio Nogueira (PSD) dando o nome do ativista político e cultural mogiano, José Ralf de Oliveira Campos, ao auditório do prédio municipal da Rua Francisco Franco (antigo campus da UBC). Sociólogo formado pela USP, ele foi poeta, fotógrafo, dramaturgo, documentarista, produtor multimídia e presidiu o TEM nos anos 70. Na década de 80, no governo de Machado Teixeira, atuou na Prefeitura, nas áreas de Turismo e Lazer. Detalhe: Ralf foi expulso do mestrado, na Universidade de Brasília, por liderar estudantes em ações contra o governo militar da época.

Banco é o lugar onde nos emprestam um guarda-chuva quando faz bom tempo e o tomam de volta quando começa a chover.

Robert Lee Frost (1874-1963), um dos maiores poetas dos EUA, vencedor de quatro prêmios Pulitzer de Poesia

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