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Ator Turíbio Ruiz foi sepultado, domingo, no Cemitério de Poá

Artista poaense começou na Rádio Marabá e atuou também na Rádio Diário

Ele começou sua carreira, no final da década de 40, ainda jovem, como locutor da antiga Rádio Marabá, para onde voltaria, mais tarde, nos anos 80, já na época da Rádio Diário de Mogi, como apresentador do programa jornalístico “Microfone Aberto”, onde ele comentava assuntos ligados ao dia a dia da cidade. Seu trabalho, no retorno à emissora, não durou muito tempo. Logo, os compromissos artísticos na Capital passaram a ocupar a maior parte do seu tempo e não sobrava espaço na agenda para vivenciar e comentar os problemas mogianos. E foi assim a derradeira passagem de Turíbio Ruiz pelo rádio mogiano. Ele, entretanto, viveu intensamente o seu trabalho como ator, radioator, garoto propaganda, locutor, apresentador e dublador até 2010, quando decidiu se aposentar de vez. Turíbio Ruiz, irmão do jornalista Ramon Ruiz Lopes Filho e de mais sete, duas vezes casado e pai de três filhos, faleceu, aos 89 anos, no último sábado, em São Paulo, vítima de um acidente vascular cerebral (derrame) e foi sepultado no domingo, no Cemitério Municipal de Poá, onde ele nasceu e sua família mora desde que o pai, Ramon Ruiz Lopes, chegou da Espanha para fazer a vida no Brasil. Turíbio começou, na verdade, num serviço de alto-faltantes de Poá, onde chegou a produzir novelas e pequenos scatches teatrais, algo inédito no País, à época. Herdou o dom artístico do pai, criador do Corpo Cênico Independente, um grupo de teatro amador, quando a cidade ainda era um distrito de Mogi. De Poá veio para a Marabá e depois para outras rádios como a São Paulo, Tupi e Difusora. Logo pegou carona na televisão, que estava começando, e trabalhou nas principais emissoras paulistanas, como Paulista, Record, Cultura, Excelsior e Globo. Fez inúmeras novelas, onde se destacou como Ruriá, de “Araguaia”, e Baba, de “Caminhos das Índias”, entre outras, além de participações em programas como “Os Trapalhões”, “Sai de Baixo” e “A Diarista”. Participou de dezenas de filmes do cinema nacional; atuou ao lado de Mazzaropi e outros grandes nomes. Também dublou filmes estrangeiros: foi a voz de João Batista em “A Última Tentação de Cristo”, e de Cole Martin, em “Um Estranho Sem Nome”, clássico do faroeste com Clint Eastwood. Marcou presença no teatro e percorreu o País fazendo grande sucesso com o monólogo “As Mãos de Eurídice”. Também fez um enorme sucesso, como o mordomo Alfredo, que atendia ao chamado da patroa com um rolo de papel higiênico sobre uma bandeja de prata. Turíbio deixa saudades.

De volta

Após cinco meses fechado, o Club Med Lake Paradise, de Jundiapeba, promete retomar atividades no próximo dia 20 de agosto. Uma pesquisa encomendada pelo Club Med apontou que 81,5% dos turistas desejam destinos domésticos quando forem retomar suas viagens em família. Outras unidades do clube no País também devem voltar em datas específicas.

Bicicletário

O vereador Pedro Komura (PSDB) está sugerindo à Prefeitura a criação de um bicicletário no interior do “Mercado do Produtor da Cobal”, no bairro do Mogilar, para atender aos frequentadores que se deslocam para lá, vindos de outros pontos da cidade, especialmente em dias ou noites de varejão. Um detalhe: em seu trabalho, o vereador simplesmente ignora a atual denominação do Mercado do Produtor, que há tempos leva o nome de Minor Harada, um velho amigo de Komura.

Vice?

Não será surpresa, se o conhecido médico cardiologista Eduardo Siqueira vier a formar uma dobradinha como vice na chapa encabeçada pelo advogado Michael Della Torre, virtual candidato a prefeito de Mogi das Cruzes pelo PTC. Os rumores circulam com certa intensidade pelos meios políticos da cidade.

Sapatos coloridos

A pré-candidata a vereadora Maria Luiza Fernandes (PODE) e integrantes do movimento “Vamos Ocupar a Cidade” reeditaram, no último sábado, no Largo do Rosário, uma versão da movimentação denominada “Sapatos Vermelhos”, já realizada em outros países, destinada a chamar a atenção para a violência contra as mulheres. Entre 9 e 13 horas, elas espalharam pares de sapatos de diferentes cores pela praça (simbolizando mulheres que foram assassinadas), deixando sob cada um deles, cartazes coloridos com informações sobre o tema do silencioso protesto.

Frase

O governo precisa de paz para governar, e as pessoas também querem paz.

Fábio Faria, ministro das Comunicações, em entrevista ao jornal O Globo, onde afirma que “ninguém aguenta briga todos os dias”, numa referência ao presidente Bolsonaro


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