DEBATE

Audiência do lixo ainda sem data

Projeto para destinação do lixo gerado em Mogi das Cruzes será discutido em audiência. (Foto: arquivo)
Projeto para destinação do lixo gerado em Mogi das Cruzes será discutido em audiência. (Foto: arquivo)

Com o objetivo de discutir o futuro do lixo em Mogi das Cruzes e apresentar o projeto elaborado pelo Consórcio Promulti – formado pelas empresas CS Brasil e Promulti Engenharia, Infraestrutura e Meio Ambiente – a audiência pública que estava agendada para hoje será remarcada. A mudança acata um pedido feito pela Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agronômos de Mogi das Cruzez, que solicitou um tempo maior para analisar as propostas. Uma nova data ainda não foi definida.

O documento é uma proposta de Parceria Público Privada (PPP) entre as empresas mencionadas e a Prefeitura, com possíveis soluções para a limpeza pública e o manejo de resíduos. Como o projeto é extenso e conta com inúmeras páginas, a entidade quer um tempo maior para poder entender e julgar o que está sendo apresentado e, desta forma, poder opinar.

“Precisamos agora conseguir compatibilizar as agendas dos profissionais que estão com a proposta e a da própria Associação para que a gente possa marcar a audiência novamente. A Prefeitura tem uma relação muito boa com a entidade e queremos que ela faça as contribuições necessárias. Isso deverá levar mais uns 15 dias. E, inicialmente, é apenas uma audiência que não vai necessariamente tomar uma decisão, ela existe para ouvir as pessoas, então, todas as contribuições que forem encaminhadas nós vamos analisar e sendo possível, a gente vai adequar o projeto”, afirmou o prefeito Marcus Melo (PSDB).

O administrador municipal disse ainda que a construção será feita com diálogo e que nada está pronto, portanto, o projeto ainda pode ser melhorado. Melo frisou ainda que não há nada sobre a instalação de um aterro sanitário na cidade e que o objetivo é ter um serviço de limpeza melhorado em Mogi.

Com o objetivo de encontrar uma solução conjunta, aconteceu ontem uma reunião entre membros da sociedade civil e também de algumas entidades, como a Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da própria Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi. Por lá, ficou decidido que será encaminhado à Prefeitura um ofício, solicitando audiência com Melo.

“Nenhum de nós conhece o projeto a fundo, então queremos conversar com o prefeito. Ficamos sabendo que eles tá indo pro Japão e uma das perspectivas dele é conversar sobre alternativas diferentes de aterro para o lixo, que é o que nós queremos. De qualquer forma nos prontificamos conhecer esse projeto e vamos participar da audiência para ver que outros tipos de serviço constam nesse projeto”, comentou um dos participantes da reunião, o ambientalista José Arraes.

Cidade produz 10 mil toneladas de lixo por mês 

Por mês, Mogi das Cruzes produz 10 mil toneladas de lixo (e não dez toneladas, como dito na reportagem publicada na edição de domingo, sobre a audiência pública que seria realizada hoje e foi cancelada). O destino e o manejo desses detritos são alvos do estudo para a formalização da primeira Parceria Público-Privada (PPP) proposta pelo consórcio Promulti, formado pela CS Brasil e a Promulti Engenharia.

O lixo mogiano direcionado para as estações de seleção e transbordo, no bairro da Volta Fria, onde os detritos são separados antes de seguiram para dois aterros localizados em Jambeiro, no Vale do Paraíba, e Pedreira, a 30 quilômetros de São Paulo. Esse último passou a receber parte do lixo da cidade neste ano. O pedido para a distribuição nos dois endereços foi feito pela CS Brasil, concessionária do serviço. Quando isso ocorreu, a Prefeitura alegou que os custos com o transporte deveriam ser reduzidos.