INICIATIVAS

Aulas online mantêm escolas de música de Mogi das Cruzes ativas

SAÍDA Escolas apostam em sessões personalizadas, com muito material de apoio e acompanhamento profissional. (Foto: divulgação)
SAÍDA Escolas apostam em sessões personalizadas, com muito material de apoio e acompanhamento profissional. (Foto: divulgação)

Ainda que as lives sejam novidade no mundo do entretenimento e da educação, talvez já seja possível dizer que elas vieram para ficar. O mesmo vale para aulas online, workshops digitais e outras formas de relacionamento à distância. Exemplo disso são as escolas de música de Mogi das Cruzes, que afirmam a intenção de manter as novas formas de trabalho mesmo após a pandemia.

Uma dessas instituições é a Sound, localizada na Vila Oliveira, cujo proprietário, o gaitista Daniel Granado, procura o “lado bom” da situação. E ele teria motivos para não ser otimista, já que afirma ter perdido cerca de 40% do total de alunos desde que virou realidade o isolamento social provocado pelo novo coronavírus.

Ainda assim o gestor e coordenador pedagógico enxerga os pontos positivos. Um deles, percebeu, é que houve “melhora muito grande na concentração” dos estudantes. “A música se tornou aquele momento de voltar um pouco para a realidade, aquele momento de compartilhar”, acredita.

Os alunos remanescentes não foram prejudicados. Todo o cronograma de aulas segue sem qualquer tipo de alteração. “A escola é a mesma de antes, só que tudo online. Continuamos fazendo workshops e apresentações, por exemplo. A única mudança é que não temos mais os shows feitos por alunos”, explica Daniel, que só abre as portas da Sound quando precisa de um cenário para as lives.

Em outras palavras, as aulas de canto, piano, guitarra, violão, bateria, violino, contrabaixo, flauta, sax e gaita continuam, só mudaram de endereço. O conteúdo é passado ao vivo, de modo individual em sessões de vídeo entre professor e aluno, e em casos específicos, o material pode ser gravado e enviado.

É claro que durante o planejamento do atual formato de trabalho houve desafios. Um deles foi a bateria, instrumento grande e que poucos estudantes têm. “Indicamos pads para que as crianças trabalhem a coordenação motora e também leituras e outros caminhos da teoria musical. Também são propostas adaptações e formas de constuir uma bateria com algum material que transmita sensação percussiva, como almofadas e caixas de papelão”, explica o gaitista.

Outras escolas, apesar de seguirem passos semelhantes, com atividades online personalizadas, registraram menor impacto no número de matrículas. É o caso da Underground, que fica no Centro, onde, segundo a proprietária Teresa Moraes o número de alunos está mantido.

“As aulas online têm sido bem assertivas. As pessoas estão entendendo e aceitando essa nova forma, que respeita os horários que antes eram presenciais”, explica ela, que avalia formas de manter de tornar fixas no calendário as atividades virtuais. “Quando tudo passar, precisamos entender o grau de satisfação de todo mundo”, diz, sem descartar a ideia.


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